Quase não deu

faltaramA reunião semanal da Câmara de vereadores de Porto União parecia de time desclassificado em final de campeonato: só para cumprir tabela.

Dos dez representantes do povo, quatro faltaram: O presidente da casa, Luiz Alberto Pasqualin (PP), Sandro Calikoski (PMDB), Carlos Roderlei Pinto (PR) e Gildo Masselai (PSDB).

Os dois primeiros estão em Brasília, acompanhando o prefeito Eliseu Mibach (PSDB), Carlos Roderlei está em Curitiba onde participa de audiências com a Copel e Sanepar, e Masselai está em Florianópolis, mas a Câmara não divulgou sua agenda.

Mesa Interina

Com a viagem do presidente da mesa diretora, Luiz Alberto Pasqualin (PP), quem assumiu interinamente o comando da casa na reunião semanal, foi Christian Martins (PMDB).

A cadeira do vice foi ocupada pelo vereador Fernando Moreira (PR) e a primeira secretaria pelo vereador Neilor Grabovski (PMDB).

AquinoOs lugares destinados ao povo ficaram meio cheios… Ou meio vazios?

Umbanda pede respeito

O presidente do Conselho de Ética Umbandista de Porto União, Tiago Aquino (foto a esquerda), ocupou a Tribuna Livre da Câmara de Vereadores de Porto União, e reclamou da falta de respeito para com os praticantes da religião, que vivem, segundo ele, à margem da sociedade.

De acordo com Aquino, a intolerância religiosa tem de acabar por meio do esclarecimento às novas gerações. Por último disse que os poderes públicos, das três esferas, têm de ser laicos e não proteger esta ou aquela religião. Saiu aplaudido pela platéia, de maioria umbandista.

Avanços

Porto União parece que é mais politizada do que União da Vitória em alguns aspectos. Um deles é o orçamento impositivo, onde cada vereador tem o direito de destinar recursos por emenda individual de cerca de R$ 80 mil. É claro que 50% do valor do recurso têm de ser destinado à saúde. Em União da Vitória o orçamento impositivo foi mal feito, vetado e a maioria dos vereadores optou por não derrubar o veto do Poder Executivo.

Avanços II

CristianOutro fato importante. Enquanto que os vereadores de porto União estão apresentando emendas para o orçamento de 2018, em União da Vitória o orçamento foi para ser sancionado exatamente do jeito que chegou. São pequenos avanços que mostram que a atividade legislativa poderia e deveria ser diferente nas Câmaras legislativas. Afinal, os vereadores são pagos para legislar.

Homenagem ou estratégia

O vereador Christian Martins (PMDB) finalmente explicou porque tantas Moções de Aplausos e outras honrarias para muita gente em Porto União.

Segundo o vereador, é um acordo entre os vereadores para homenagear quem fez ou faz por Porto União.

Na prática a distribuição de honrarias tem mais um efeito: o plenário fica cheio em dia de entrega das homenagens. Sendo assim sempre tem gente nova prestigiando as reuniões.