NO LEGISLATIVO: Vereadores reprovam projeto que prevê recesso no meio do ano

Três votos contrários mantém proposta engavetada em Porto União. Presidente da Câmara, lamenta decisão tomada na sessão desta terça, 29

sessão-portouniao-camaraEmbora no uso da tribuna, os discursos se prolongaram e tiveram como tema central a greve dos caminhoneiros, o “barulho” maior ficou por conta da decisão contrária dos vereadores diante do projeto nº 24/2018, que previa o fim do recesso parlamentar do meio do ano. Três vereadores, Luiz Alberto Pasqualin (PP), Jacir Barth (PSDB) e Paulo Kovalski (PSDB), foram contra a proposta apresentada pelo presidente da Casa, Christian Martis (MDB) e que na sessão desta terça, 29, vinha em sua 1a. Discussão e Votação. Foram favoráveis, além do próprio Martins, os vereadores, Neilor Grabovski (MDB), Elio Weber (MDB), Fernando Moreira (PR), Carlos Roderlei Pinto (PR) e Miguel Chokailo Neto (PSD). Não votaram, por estarem ausentes naquele momento, Gildo Masselai (PP) e Sandro Calikoski (MDB).

O presidente, que no começo da reunião se mostrava esperançoso, não escondeu a decepção. “Infelizmente uma Lei reprovada. Era necessária 2/3 da votação de todos os vereadores e isso não foi possível. Não conseguimos mudar essa regra que no meu ponto de vista, era para começar a mostrar para a população nossa boa vontade de mudar. Fico triste, chateado com este resultado e mais uma vez tenho certeza de que a população vai ficar indignada com o Poder Legislativo. Estou começando minha carreira política: ou mudamos ou merecemos ser mudados, como dizia Ulisses Guimaraes”, desabafou o presidente, com exclusividade ao jornal O Comércio. O recesso parlamentar dura 15 dias e é usufruído pelo Legislativo em julho. Se fosse aprovada, a Lei entraria em vigor já neste ano.

Por outro lado, foi aprovado por unanimidade outro projeto de Martins, assinado em parceria com Grabovski, Calikoski e Weber, o processo nº 25/2018, um projeto de Emenda à Lei Orgânica nº 2/2018. Ele sugere a realização de sessões ordinária nos distritos de Porto União. “A ideia é transferir uma vez por ano a sessão, para fazer lá, como é regimentalmente na cidade. É um momento impar onde as pessoas podem olhar e conversar com seu vereador, de perto, embora hoje as sessões são transmitidas pela internet”, explicou Martins. O projeto segue agora para a sanção do prefeito, Eliseu Mibach, e vai virar Lei.

A greve

Os vereadores se posicionaram favoráveis à manifestação. O Legislativo entende o movimento como justo e legal. Com discursos pautados, houve questionamento na tribuna sobre o futuro do movimento, do governo e de leve, uma especulação sobre uma eventual intervenção militar. Os vereadores se mostraram emocionados ao dizer que dentro do íntimo e do seu familiar, já chegaram a nutrir o desejo de ir embora do País. Outros, confessaram sentirem vergonha de ser político neste momento de crise.

Homenagens

Dando sequência à uma série de homenagens concedidas pela Câmara, foram aprovados na reunião os processos para entrega de Moção Honrosa para a Clínica Médica HJ e de Aplauso, para a Loja Maçônica União, Luz e Trabalho.