Dívida do Fumprevi é discutida pelos vereadores

Parlamentares sugerem um novo estudo sobre as contas para evitar “bola de neve”

WhatsApp Image 2018-09-10 at 19.48.41O débito que a prefeitura de União da Vitória tem com o Fundo Municipal de Previdência (Fumprevi), voltou a ser pauta da reunião da Câmara de Vereadores. Na sessão desta segunda-feira, 10, o tema foi abordado por alguns parlamentares, logo após o fim da rápida sessão da noite (ela terminou às 19h20), na ‘palavra livre’. O presidente da Casa, Almires Bughay Filho (PSDB), por exemplo, entende como urgente a retomada das discussões sobre o assunto, para evitar que as contas se tornem cada vez difíceis de serem quitadas.

“Esse ano foram R$ 9 milhões. É impagável. Temos que pensar em soluções. Conversei com o prefeito Santin (Roveda) no desfile (de 7 de Setembro) e sugeri que a gente discutisse o assunto com a comunidade. Vira uma bola de neve. Estamos pagando uma dívida enorme, todo ano. Precisamos rever isso, rever o cálculo atuarial. Precisamos trazer a sociedade para apresentar o problema e discutir soluções. Não dá pra empurrar mais”, falou.

O vereador Ricardo Adriano Sass (PSC), também sinalizou preocupação. Para ele, o déficit das cifras comprometem o desenvolvimento de outros setores da cidade. Como o turismo, exemplicou BugHay. Lembrando de sua participação durante a manhã de segunda no lançamento do City Tour, organizado pela Associação de Turismo e Meio Ambiente de União da Vitória (Atema), o presidente disse que é importante investir ainda mais no segmento. “É bonito ver ações acontecendo na cidade mas precisamos viabilizar isso ainda mais”, falou. “Parabenizo a Atema por ter essa iniciativa”, completou.

Na pauta

A pauta, bastante enxuta, tinha o projeto 17/2018, da vereadora Alandra Roveda (PR) como destaque. Aprovado na sessão, ele “batiza” a mini arena do bairro São Sebastião como ‘Carlos de Souza – Carlito’. Também foi da vereadora, a apresentação do Requerimento 42/2018. O documento pede a participação na Câmara de Vereadores da equipe do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), “para que esclareça a real situação do trecho interditado da BR 476, próximo da Ponte do Arco”. Alandra alegou que o local é usado por moradores da região que, por conta da incerteza de informações, precisam usar caminhos alternativos – e mais distantes – para manter a rotina de todos os dias.

“São inúmeros pedidos neste sentido e precisamos de alguém técnico para nos dizer como está o local, quanto tempo será resolvido isso. São muitas famílias que moram ali, tem empresas também, que usam muito o local”, pontua.

No dia 25 de agosto, neste treco mencionado pela vereadora, pedras desmoronaram e bloquearam o trânsito. Desde então, há duvidas na comunidade sobre a segurança do local, bem como sobre as condições do transito ali.

Sessões breves

Assim como nesta segunda, outras reuniões em União da Vitória terminam em tempo breve. Não raro, apenas minutos são gastos para a leitura da pauta – incluindo já todo o roteiro das sessões, como a execução do Hino Nacional, por exemplo.

Para Almires Bugay, não á nada de errado com a duração das reuniões. Ele explica que não existe uma regra sobre o assunto e entende que quando a pauta é mais curta, não é necessário “enrolar”, para que a reunião seja mais longa.

“Não podemos ficar enchendo né, de coisas que não existem. Temos projetos nas comissões permanentes, estão tramitando. Elas buscam informações para depois vir para cá. Esses dias tivemos reunião de três horas, porque demanda uma discussão. Mas tem momentos que não tem isso. Vai acontecer da pauta ser enxuta, como hoje (segunda)”, diz.