Vereadores ouvem fonoaudióloga sobre fogos de artifício de estampido

Apesar de poucos destaques, reunião foi calorosa e com muito debate

legislativo (9)A Câmara de Vereadores de União da Vitória realizou sua reunião ordinária na noite desta segunda-feira, 11, com intensos debates.

Participou como convidada, a fonoaudióloga Paloma Cristina Piragibe (foto ao lado), que falou sobre danos auditivos causados pelo estampido de fogos de artifícios em bebês, autistas (de todas as idades), idosos e doentes.

Conforme a profissional, o barulho de um foguete é mais alto que a turbina de um avião e pode causar danos irreversíveis ao ouvido humano.

Ela também alertou sobre a possibilidade de queimaduras e lesões em membros como dedos, mãos e braços. Piragibe disse que por essas razões e muitas outras fora de sua área de atuação, o Projeto de Lei (PL 01/2019), de autoria dos vereadores Diego dos Santos e Fernando Vier é plenamente justificável.

O PL, que  proíbe a queima  e a soltura de fogos de estampido e de artifício  ou qualquer outro artefato pirotécnico de efeito sonoro ruidoso, tramita pelas comissões permanentes e deve ser colocado em votação nos próximos dias.

Debates acalorados

legislativo (6)Com pauta enxuta, os debates foram mais longos e mais pesados. O vereador Emerson de Souza (Patriotas), voltou a protocolar requerimento de sua autoria solicitando a redução de salários de agentes públicos (prefeito, vice e vereadores). O mesmo requerimento, com o mesmo teor, foi indeferido anteriormente pelo presidente da casa, Ricardo Sass.

Desta vez o presidente optou por enviar o requerimento para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para definição pela constitucionalidade ou não da matéria. depois dessas definições o requerimento pode seguir ou ser arquivado de novo. Souza se pronunciou na tribuna defendendo seus posicionamentos, e foi contestado pelo vereador Jair Brugnago (PSDB-PR).

Pela divergência de ideias, o clima chegou a esquentar, dentro das discussões entusiasmadas e dos princípios democráticos. O presidente da Câmara Legislativa, Ricardo Sass (PSC-PR), reiterou que não vai esconder ou evitar os debates, mas que como gestor da casa, tem o dever de seguir o Regimento Interno da casa. Sem espaço para mais do que isso, a reunião terminou em clima de tensão e constrangimento.

Assistiram a reunião, o presidente da Academia de Letras vale do Iguaçu (ALVI), professor Raulino Bortolini, que foi levar o convite da sessão solene da Academia no próximo dia 25, em comemoração do aniversário de União da Vitória, e o presidente do Sindicato do Magistério de União da Vitória, Márcio Utzig, que tem a deflagração de greve da categoria, nesta terça-feira, 12.