Pelo menos quatro vereadores não apareceram para a única reunião deliberativa da semana na Câmara de Vereadores de Porto União: Gildo Masselai (PSDB), Luiz Alberto Pasqualin (PP), Paulo Kovalski (PSDB) e Salime Farah (PSDB), um número alto de ausências se for levado em conta que todos os 11 vereadores sabem que o único compromisso semanal é justamente a reunião plenária.
Mas nem por isso a reunião foi ruim, ao contrário, várias informações aproveitáveis puderam ser consumidas por quem acompanho a reunião ordinária. A participação da jornalista Mariana Honesko Bortolini, por exemplo, deu um ar de cultura para os vereadores que não foram no lançamento do seu prestigiado livro “Zilda o assassinato da Santinha”. O público presente também pode conhecer o enredo do livro que é o sucesso editorial de 2019.
O fim do regime de urgência urgentíssima?
O presidente da Câmara, vereador Carlos Roderlei Pinto, o Polaco do Bifão (PR) fez um discurso inflamado e disse que não vai aceitar nenhum Projeto de Lei que atropele o direito dos vereadores legislarem. Ele citou como exemplo o Plano Diretor, que é válido por 10 anos e que está em vias de perder sua validade. “Não podemos apreciar, votar, emendar e aprovar uma matéria deste tamanho em sete dias” disse.
O vereador pediu um pacto entre os vereadores para negar votações de projetos importantes em regime de urgência.
Christian Martins falou sobre a determinação da prefeitura, por imposição do Ministério Público (MP) na retirada de mesas e cadeiras das lanchonetes e afins das calçadas. Segundo o vereador a medida fere o artigo 142 do Código de posturas que regulamenta a disposição de mesas e cadeiras, delimitando áreas próprias nas calçadas sem ferir as guias para deficientes visuais. Martins disse que a medida prejudica pequenos comerciantes de sanduíches e lanches rápidos.
Resolvido
Dois problemas levantados pelos vereadores aparentemente foram resolvidos pela gestão municipal. A junta Comercial, ameaçada de ser descontinuada, continuará funcionando com 100% de estrutura municipal, física e de servidores, treinados pelo Estado para tal fim.
O segundo problema é a emissão de carteiras de trabalho pelo Sine de Porto União. Da mesma forma a prefeitura cedeu funcionários, que depois de treinados, continuarão oferecendo o serviço em Porto União.
Novela
O presidente do Sindicato dos servidores públicos de Porto União, Antônio Carlos Colaço, usou a tribuna livre para se reportar aos problemas recentes na Secretaria de Obras. Colaço diz que o problema da foto com o secretário dormindo é problema do prefeito, já que é um funcionário comissionado. Ele relatou um encontro entre o Poder Executivo, funcionários efetivos, onde cada um expôs suas reivindicações e nada foi tratado sobre casos envolvendo funcionários.
Ordem do dia
A pauta foi rápida. Foram apreciados somente pareceres das comissões permanentes e requerimentos e indicações verbais.






