
Com a ausência dos vereadores Sandro Luciano Calikoski (MDB) e Neilor Grabovski (MDB), a 35ª Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores de Porto União aconteceu na noite de terça-feira, 22, de forma rápida e dinâmica. Com uma pauta enxuta e falas rápidas no pequeno expediente, a ação foi encerrada com menos de uma hora após o seu início.
Havia a expectativa que algum vereador comentasse sobre a paralisação realizado na sábado, 19, na SC-135 trecho entre Porto União e Matos Costa, porém ninguém se manifestou. O assunto, na sessão da semana passada, foi amplamente discutido, inclusive, contou com o envio de um “recado” ao governador do Estado. O pedido é o mesmo, há bastante tempo: um olhar mais atento para o trecho e a revitalização do espaço, com urgência.
Palestra Magna e Trem das Etnias
O destaque se deu por conta da fala – no grande expediente – do vereador Élio Miguel Weber (MDB). O parlamentar iniciou sua explanação na tribuna enaltecendo a palestra magna que aconteceu na manhã de terça-feira 22, no Auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na Subseção de União da Vitória, com o tema, ‘Os benefícios da Lei Geral para os pequenos negócios nos aspectos das licitações públicas’, com Luís Maurício Junqueira Zanin. Para Weber, as adequações da Lei Complementar 123/2006, abordadas na palestra, “irão valorizar as empresas locais e promovendo o alavancar do desenvolvimento”. “O que é nosso, o que é daqui tem que oportunidade. Precisamos avançar e essa é uma ótima oportunidade”, disse.
Em seguida, já ultrapassando alguns minutos do tempo regimental de 15 minutos, Elio Weber apresentou um vídeo referente aos avanços do Projeto Trem das Etnias do Instituto Cultural Grunenwald (do qual o vereador é integrante).
Nascido em 2009, o projeto Trem das Etnias, tem como foco a recuperação da malha ferroviária do lado catarinense, da Estação União até o quilômetro 14, na localidade do Stenghel.
O vídeo retratou o trajeto já recuperado, como a limpeza dos trilhos. O vereador destacou o trabalho social que o Instituto pretende fazer com os moradores da localidade do Stenghel. Segundo ele, as famílias que moram naquela região, vivem em vulnerabilidade social. Está sendo feito um cadastro das famílias e a intenção é buscar uma parceria com a prefeitura para ceder uma assistente social para atender aos moradores.
O vereador também relatou outra dificuldade no andamento do projeto: o transporte da Locomotiva 310. O problema é o custo está estimado em R$ 30 mil. “Sem essa recuperação da locomotiva, não conseguimos liberação da ANTT para que ela volte a funcionar”.
Os trilhos do Brasil
O País, conforme levantamento da Revista Exame, em 2018, não usa quase um terço de seus trilhos ferroviários. Além disso, dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apontam que, dos 28.218 quilômetros da malha ferroviária, 8,6 mil km – o equivalente a 31% – estão completamente abandonados. Desse volume inutilizado, 6,5 mil km estão deteriorados, ou seja, são trilhos que não poderiam ser usados, mesmo que as empresas quisessem.