Um novo contrassenso

Homem que trabalha para o Ministério de Direitos Humanos cospe em enfermeiras

(Foto: Reprodução/Sindicato dos Enfermeiros do DF).
(Foto: Reprodução/Sindicato dos Enfermeiros do DF).

Funcionário terceirizado do MDH (Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos), Renan da Silva Sena agrediu verbalmente e cuspiu em enfermeiras que participavam na sexta-feira, 1º, de uma manifestação na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Segundo levantamento do portal Uol, Sena é contratado da empresa G4F Soluções Corporativas Ltda, que presta serviços ao MDH com um contrato de R$ 20 milhões.

Enfermeiros homenageavam 55 colegas de profissão mortos por causa da pandemia do novo coronavírus, quando Sena chegou próximo ao grupo vestindo uma camisa do Brasil, agrediu com xingamentos e empurrões duas enfermeiras que participavam do ato, e ainda cuspiu no rosto de uma estudante de medicina.

Renan Sena é analista de projetos do setor socioeducativo, porém, não aparece e muito menos exerce suas funções desde março.

A MDH comandada pela ministra Damares Alves confirmou que no dia 18 de março pediu à empresa terceirizada a demissão de Sana, que teria ocorrido em 23 de abril. Porém, não foi divulgado nenhum documento que comprove a demissão.

O Ministério também declarou que ainda “reputar [crer] por inadmissíveis quaisquer atos de violência e agressão, tendo a ressaltar neste sentido uma série de ações de enfrentamento a todos os tipos de violência desenvolvidas no âmbito de suas pastas temáticas“.

Em nota, o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF), confirmou que colheu material das agressões sofridas pelos profissionais da saúde e vai acionar a justiça

“O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) juntou todo o material probatório, identificou os agressores e vai processar cada um deles, pelos atos que praticaram hoje. A ignorância e a violência perpetrada contra a Enfermagem do Distrito Federal, em pleno Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, não ficará impune, será respondida judicialmente, para que não mais se repita”