
A sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Porto União foi quente, mesmo com o ar condicionado ligado. Os trabalhos tiveram início as 19h02 desta terça-feira, 13.
Um dos principais destaques da reunião foi à discussão acalorada em torno da votação do projeto 02/2018 do executivo. A lei trata sobre a autorização de que maquinários da prefeitura adentrem propriedades particulares.
O projeto é antigo é já passou pele casa pelo menos outras três vezes. Na sessão de hoje, o projeto foi rejeitado. Foram quatro votos contrários, quatro favoráveis, uma abstenção e um vereador não votou porque não estava na sessão – o vereador faltante foi Gildo Masselai. Como a votação ficou empatada coube ao presidente Chrstian Martins o desempate. Com esse voto, o projeto foi rejeitado.
Apesar de rejeitado o tal projeto deu o que falar. O vereador Fernando Moreira se absteve da votação o que causou indignação por parte do vereador Luiz Alberto Pasqualin, para o edil os vereadores precisavam votar sim ou não. Depois o vereador Moreira explicou o que significa abstenção e falou sobre sua decisão.
Carlos Roderlei Pinto, falou sobre o projeto e as modificações feitas até hoje, e lembrou sobre um episódio que está em investigação sobre a utilização de maquinários da prefeitura por parte de um funcionário que este afastado das funções e que pode responder por improbidade administrativa.
Já o vereador Paulo Kovalski defendeu o projeto e destacou que a população deve sofrer com isso. Citou exemplos a desobstrução de galerias pluviais entre outros serviços, e falou ainda sobre a ajuda desses maquinários no interior. Neste momento, o presidente da casa lembrou que para atender os agricultores existe o programa municipal Porteira Adentro.
Outro assunto da noite foi à moção de apoio para reforma do fórum de Porto União. A presidente da OAB – subseção de Porto União Daniele Masnik esteve por lá com mais dois advogados para pedir apoio aos vereadores. A moção foi aprovada por todos. Cada um ficou responsável em buscar audiências com seus deputados e com o próprio governo para que o pedido de mais de dez anos seja aceito. Segundo informações, o prédio está situação deficitária e precisa passar por reformas.
A sessão terminou as 19h57.
Já na saída e em off, um dos representantes do povo de Porto União disse que tem vergonha das discussões de alguns colegas, por isso, prefere ficar em silêncio.