A sessão de terça-feira, 27, da Câmara de Vereadores de Porto União começou pontualmente às 19 horas. Foi longa, participativa, o que fez com que a sétima reunião terminasse perto das 21 horas. Os discursos de cinco vereadores na tribuna, foram os protagonistas da noite. A pauta enxuta da reunião permitiu o alongamento no uso da palavra. E na tribuna, os assuntos foram múltiplos, embora alguns, tiveram maior destaque.
Os vereadores ainda lembraram o aniversário de União da Vitória, mas lamentaram o cancelamento da agenda do governador do Paraná, Beto Richa, bem como da diretoria da Sanepar, que viria justamente para assinar o contrato de renovação do contrato com Porto União.
Na tribuna
Os vereadores Christian Martins (presidente da Casa) (MDB), Élio Weber (MDB), Luiz Alberto Pasqualin (PP), Gildo Masselai (PP) e Sandro Calikoski (MDB), embora representando diferentes partidos, falaram “a mesma língua” usaram os 15 minutos permitidos pelo regime legislativo para falar, especialmente, sobre acessibilidade e sobre o polêmico título de Cidadão Honorário Catarinense concedido ao ex-presidente Lula no final de semana.
O mais enfático, foi Masselai, que chegou a afirmar que jogaria pedras no político em um eventual encontro. “Iria até preso se fosse preciso, porque cadeia é coisa de homem de bem e de mau também, mas se entendem que um homem de bem precisa ser preso, eu iria”, disse. Foi Pasqualin quem abordou o assunto Lula. O vereador pediu a revogação da homenagem concedida. Mas, orientado por Martins, concordou em assinar uma Moção de Repúdio ao gesto, que será enviada ao presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). “Essa Moção é do catarinense, de todo brasileiro de bem. Nossa agricultura familiar do estado, foi tão manchada por este cidadão infeliz, que está prestes a ser preso, recebendo essa homenagem que está pronta desde 2008. Naquela época ele não foi receber e agora vem faer demagogia em praça pública”, disse Martins.
Sobre acessibilidade, foi o próprio presidente que abordou o tema. Ele lembrou das recentes matéria veiculadas no jornal O Comércio e na CBN Vale do Iguaçu relacionadas ao assunto e também afirmou que o tema interessa aos vereadores. “Temos problema com acessibilidade em todas as esferas, no Legislativo, no Executivo e também no Judiciário. O fórum da cidade tem uma rampa complicada, o que dificulta o acesso da justiça e até impedira um funcionário com limitações de trabalhar ali, por exemplo. Estamos tentando resolver ao mesmo tempo os encaminhamentos, inclusive um projeto para a cidade. Temos que fazer isso mesmo, unir os poderes, as ideias”, destacou o presidente.
O assunto deve ter desdobramentos. E em breve. O Ministério Público (MP) propôs uma reunião com os vereadores, para apresentar um projeto de acessibilidade para a cidade. Este encontro acontece no dia 10 de abril.
Outros assuntos
Élio Weber falou da Apadaf e da crise econômica que a entidade vem enfrentando. Para ele, é importante que a comunidade ajude. “Sei o quanto é difícil. São quase 200 pessoas atendidas ali. É uma entidade que atende toda a região e não podemos perde-la”, disse.
Os vereadores também relataram sobre uma viagem recente, feita à capital do Estado, para discutir questões de saúde. Segundo os políticos, o repasse de recursos para o Hospital São Braz foi colocado em dia. Na conversa em Florianópolis, a classe abordou também o envio de auxílio para a Fundação Hermon, entidade que ajuda no tratamento de dependentes químicos.
Os vereadores também discutiram a Minuta do Consorcio Intermunicipal, que foi rejeitada em 2013. A ideia é de que as duas cidades, União e Porto União, discutam a unificação dos principais serviços públicos, como o transporte coletivo e Estar. Na sessão desta terça, a Casa propôs que o prefeito Eliseu Mibach encaminhe novamente o documento para nova discussão.
Sandro Calikoski critica posicionamento do deputado Antônio Aguiar
Lembrando a participação do deputado, Antônio Aguiar (MDB), no quadro ‘Conheça seu deputado’, da CBN Vale do Iguaçu, o vereador Sandro Calikoski foi duro. Ele chamou o parlamentar de “incompetente” e “imbecil”, afirmando que Aguiar virou o “coxo” e mentiu ao apontar o deputado, Mauro Mariani (MDB) como responsável pela SC 135 e pelo fechamento das Secretarias de Desenvolvimento Regional (SDRs). “Esse deputado vai pisar em Porto União e terá em mim um inimigo”, afirmou.
Neste contexto de alfinetadas, o presidente da Casa, disse que vai sugerir a criação do programa ‘Conheça o seu paraquedista’, uma brincadeira para se referir aos deputados que visitam a região apenas em época de eleições. “O pleito eleitoral se aproxima e a gente já vê um grande número de deputados levando votos embora e não voltando mais”, sinalizou.