Coisas de Brasília

Usaram o estacionamento da câmara dos deputados pela primeira vez na vida, hoje. Na entrada segurança privada, autorização especial para permanência do veículo, cercas ao redor de todo o perímetro e aí, pasme, flanelinhas do lado interno pedindo dinheiro para olhar o veículo como em qualquer espaço público das maiores metrópoles do Brasil. Para que o controle? Para que os muros? Flanelinha dentro do estacionamento privativo da Câmara dos Deputados em Brasília….

E, adicionalmente, alguns brasilienses que estavam próximos, provavelmente vencidos pela recorrência deste tipo de descalabro, debatiam que era melhor que o cidadão fizesse aquilo do que estivesse matando, roubando ou usando drogas… Dentro do estacionamento privativo da Câmara dos Deputados em Brasília…

Ainda na esfera das jabuticabas, todo cidadão comum obrigatoriamente passa pelos detectores de metal para adentrar os prédios do congresso e anexos. Menos os trabalhadores das casas legislativas, prestadores de serviço ou funcionários públicos correlatos, pois segundo informações, o sindicato da categoria acha um absurdo que haja desconfiança sob estes em relação a segurança interna. É óbvio que nenhum destes, jamais, sob qualquer circunstância, levou ou levará qualquer tipo de coisa perigosa lá para dentro…

Comenta-se que por sandices como estás é que os gabinetes são hoje os maiores bunkers ativos. Podem existir drogas, armas, animais silvestres e toda sorte de absurdo dentro de seus armários. Há quem diga inclusive que corpos de pessoas que jamais foram encontrados estão também, lá.