Setembro azul é lembrado na Câmara Legislativa de União da Vitória

TatianeSeria mais uma reunião relâmpago, sem nenhum destaque a ser votado, não fosse a Pedagoga, professora de libras, tradutora e intérprete Tatiane Rocha, que, aliás, é a intérprete das reuniões da própria Câmara de Vereadores de União da Vitória.

Falando (e interpretando por Libras ao mesmo tempo), sobre o Setembro Azul, a professora deu uma aula sobre Libras e o Movimento Setembro Azul, mês que é marcado por diversos eventos da comunidade surda.

Eles são voltados para a conscientização sobre a acessibilidade e a comemoração das conquistas obtidas ao longo dos anos.

É comum encontrar vários espetáculos culturais acessíveis sobre a surdez nessa época do ano, além de congressos sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e homenagens.

Há também um reforço da luta por mais escolas bilíngües, nas quais alunos surdos e ouvintes possam aprender e crescer juntos.

Por conta de tudo isso, setembro é considerado o mês dos surdos e é conhecido pela comunidade como Setembro Azul. A razão de o azul ser a cor-símbolo tem raiz em um passado triste, mas serve como força propulsora para mudanças.

Setembro Azul

CAmara 1A escolha do mês de setembro para esse movimento não foi feita por acaso. O mês tem datas importantes para a comunidade surda, sejam elas lembranças das perdas do passado ou celebrações das conquistas como o dia 10 de setembro, Dia mundial das línguas de sinais e dia 26 de setembro, Dia Nacional do Surdo.

Da mesma forma, a cor azul representa dois momentos distintos. Durante a Segunda Guerra Mundial os nazistas identificavam as pessoas com deficiência com uma faixa azul no braço, por considerá-las inferiores. E os surdos também eram obrigados a usá-la. Com o fim da guerra e o passar dos anos, a cor passou a simbolizar ao mesmo tempo a opressão enfrentada pelos surdos e o orgulho da identidade surda.

Pauta rasa

Voltando ao trabalho dos senhores vereadores, a pauta foi pífia, com apenas dois requerimentos sendo votados. Com falta de trabalho, os vereadores sabatinaram Tatiane Rocha, que fez questão de lembrar que os vereadores podem e devem fazer mais pelos surdos locais.