Arqueólogos de Goiás fazem levantamento arqueológico na região

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Atualizado há 12 anos

Por Mariana Honesko

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Pesquisadores conversaram com Aluisio Witiuk nos estúdios da Rádio União: trabalho continua na região. (Foto: Mariana Honesko).

O grupo de pesquisadores já encontra na região de União da Vitória dez sítios arqueológicos. A pesquisa, que já tem mais de 30 dias, ainda não chegou ao fim mas, conforme a equipe, garante o resgate da história local. O levantamento arqueológico é assinado por profissionais da Fundação Aroeira da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Goiás. O instituto foi selecionado para a elaboração e execução do projeto de resgate arqueológico pela Companhia Paranaense de Energia (Copel), que vai utilizar o resultado no dossiê de licenciamento ambiental para a instalação da nova linha de transmissão.

Assim, a pesquisa está debruçada em 65 quilômetros dentro da linha de transmissão da empresa, entre União da Vitória e Foz do Areia. Nos sítios, Felipe Roger, João Bosco Campos Péclat, Nathalia Mundin e Antônio Sérgio, respondem pelas descobertas e pesquisa.

O que já foi encontrado

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Exemplo do tipo de trabalho realizado pelos arqueólogos. (Foto: Divulgação).

Conforme o grupo, alguns vestígios denunciam a presença humana na região já nos períodos pré-histórico e histórico. “Encontramos pedra lascada, que deve ter cerca de seis mil anos e é do período arcaico do período Lítico, e também material mais novo, entre seis e cem, 150 anos. Esta é a cronologia que estamos encontrando”, revela Felipe, arqueólogo. Neste contexto, o grupo já selecionou resto de material de construção, pedaços de metal e até de cerâmica. “Que ajudam a contar a história da comunidade que é vizinha da linha de transmissão. Estamos descobrindo coisas que fazem parte da história dos moradores próximos e da cidade”, pontua.

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Pilão em pedra indígena encontrado próximo a União da Vitória idade estimada entre 2 mil a 400 anos atrás. (Foto: Divulgação).

O material encontrado será enviado para a PUC de Goiás. É lá que um estudo mais profundo, em laboratórios, será feito. A partir disso, a pesquisa vai tentar recompor o cenário. Depois, todas as peças voltam para a região. A Fundação Aroeira propõe a criação de espaços e museus para estudo e divulgação das descobertas. “Nós temos o interesse de deixar o material aqui. A história é de vocês”, sorri o arqueólogo.

Os pesquisadores devem voltar nos próximos dias à região. No final de semana eles atuaram na região Norte do Paraná, na execução de outros projetos de pesquisa.

Um novo dinossauro

Em agosto, pesquisadores da Universidade do Contestado (UnC) de Mafra fizeram uma das mais fascinantes descobertas para a sociedade cientifica. O assunto foi notícia em O Comércio. Trata-se da identificação de pterossauro – réptil voador pré-histórico – de uma espécie até então desconhecida.

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