Alberto Raichardt da Silva.
Por esse nome ninguém saberia dizer quem é. Mas se falasse Tio Neneco, quantos, das mais diferentes idades responderiam: o gaiteiro, o professor de acordeon do Castelinho.
Por muitas vezes conversando contou suas andanças por esse Brasil, de amizades que fez com pessoas de todas as idades, classes sociais e notórias no setor artístico.
Suas fotos em companhia de familiares e amigos mostrava-as com orgulho.
Mesmo com um organismo já fragilizado pelos percalços da vida, pela saúde que já não favorecia-lhe abrir e fechar o fole de uma sanfona, até suas últimas horas de vida o sorriso e a dedicação para com os alunos eram notários.
Com muita justiça recebeu honrarias de homenagem.
Eficiente, humano e amigo, era frequentemente solicitado para abrilhantar programações de entidades sociais e culturais.
O sorriso e as palavras de conforto foram sempre o seu cartão de visitas.
Na missão em que se empenhou esqueceu-se de si mesmo.
Nós que o conhecemos e privamos de sua amizade nos surpreendemos pela forma que escolheu para partir desta terra que o acolheu e aprendeu a respeitá-lo e reconhecer-lhe o dom artístico.
Hoje não o lembramos triste e só. O silencio também tem voz. Certamente é no silencio da prece que nós seus amigos, alunos e familiares rogamos ao Senhor Deus para que o receba e permita-lhe experimentar a alegria que talvez, tantas vezes tinha, em vão, procurado no planeta terreno.