Por Osni Gilberto Schroh
Quando falamos em poluição, em muitas vezes esquecemos de colocar o significado desta palavra aos nossos leitores. Assim sendo destacamos que poluição é uma palavra como tantas outras, originada do latim, que significa danificar, manchar, poluir com substâncias, resíduos ou sons que estão em excesso no meio ambiente. Que ocasionam a diminuição da qualidade de vida, com danos ao ar, as águas, fauna e a flora, podendo provocar sérias ameaças de extinção dos seres vivos.
Em todas as formas, a poluição vem ocasionando desconforto, doenças, estresse e avolumando a cada momento inúmeros distúrbios, que por sua vez trazem sérios riscos em relação a nossa sobrevivência neste planeta.
Mas, hoje queremos destacar e conversar sobre a poluição sonora, que refere-se ao efeito danoso, provocado por sons em determinado volume que supera os níveis considerados normais para os seres humanos.
Conforme a Organização Mundial da Saúde, nosso ouvido tem limite de 65 decibéis. Após este valor o organismo sofre estresse. Ruídos acima de 85 decibéis aumentam o risco de comprometimento auditivo. É importante conhecer e saber que sons acima de 130 decibéis chegam a provocar transtornos irreparáveis e muita dor.
Ao utilizarmos os mais diversos equipamentos, que fazem parte de nosso dia a dia, ou seja, de uso continuado, como fone de ouvido, som do carro, televisor, secador de cabelo, que atinge de 85 a 90 decibéis, podem e vão trazer ao longo do tempo complicações auditivas irreparáveis.
Com o crescimento populacional e a industrialização das cidades, bem como o avanço do consumo, do desenvolvimento científico e tecnológico, nossa vida esta a mercê de inúmeros equipamentos geradores de sons danosos.
Muito diferente dos outros meios de poluição, a sonora não deixa resíduos, sendo o seu raio de ação ou danos, bem reduzido, pois não é transportada e poluidora de fontes naturais, e tão somente percebida pelo sentido da audição. Assim, subestimamos seus danos e efeitos, pois também como toda poluição, o processo danoso ocorre lentamente, e não menos grave e danoso à saúde humana.
Nossos ouvidos são, diariamente, alvos de muito barulho dos motores, das conversas simultâneas, da telefonia, das propagandas em lojas, aonde o comerciante ou o ambulante tem como objetivo chamar a atenção dos consumidores para seus produtos, das nossas músicas prediletas, em muitas vezes no maior volume possível. Todos esses sons são totalmente inconvenientes para nossos ouvidos e para a nossa saúde, pois a soma de tudo é que prejudica o nosso debilitado organismo. Leis e normas existem para coibir e evitar estes altos níveis de ruídos, nos mais diferentes ambientes da nossa cidade, bem como existe legislação para as áreas de proteção ambientais, que tem como finalidade minimizar o estresse causado aos animais que habitam aquele espaço.
Os efeitos da poluição sonora ao nosso organismo, depende em muito do tempo de exposição e da intensidade sonora, e ainda da sustentabilidade de cada indivíduo. Seus danos podem ser: perda auditiva temporária ou até permanente, zumbido, intolerância aos sons, ansiedade, dores forte de cabeça, tonturas, taquicardia, agressividade, alterações de apetite e sono e liberação de hormônios.
Como todos os demais meios de poluição, este também é resultado do desenvolvimento criado pelo homem, na busca de melhor satisfação. Assim também podemos efetuar controle deste sistema de poluição, pois devemos utilizar as tecnologias ao nosso favor, reduzindo emissão de ruídos, evitando fazer barulhos desnecessários e evitar ir aos lugares muitos barulhentos.
Se não puder, saiba que é importante dar um descanso de 16 horas para cada duas horas de exposição a ruídos superiores a 100 decibéis.
Nossa batalha e árdua e sem tréguas, pois o sistema todo colabora para a elevação dos ruídos e assim todos saem perdendo diariamente contra uma inimiga implacável: A POLUIÇÃO SONORA.
Osni Gilberto Schroh é técnico em Meio Ambiente