Por Alvaro Concha
Não nascemos iguais, todos somos diferentes, ainda que tenhamos uma irmã ou irmão gêmeo. Foi essa premissa justamente que Marx se esqueceu de analisar e uma das responsáveis pela derrocada do comunismo, praticamente em todo o planeta. Deixemos essa filosofia para os que não precisam viver no mundo real, ou talvez, para Evo Morales e Nicolas Maduro, que ainda vivem no inicio do século passado, assim como a economia de seus países.
Ainda que sejamos criados com um irmão sob um mesmo teto, sob uma mesma tutela, a simples ocasião de sairmos de casa num dia de chuva e nosso irmão, não, somente esse fato, nos somará uma memória, uma experiência diferente, e somente esse, sim, somente esse fato, nos transformará em seres diferentes. E é justamente isso o que nos faz seres diferentes, nossas memórias, nossas vivencias, nossas experiências.
E se numa família essa realidade é verdadeira, o que se diria numa empresa, ou numa entidade pública. O fato é que se acaso as personalidades são diferentes, as atitudes perante as mais diversas situações, também o serão. As decisões serão diferentes e os resultados, obviamente seguirão a mesma verdade. Por isso, a remuneração tem que ser pelos méritos alcançados, e, obviamente para todos os setores da empresa.
Segundo um estudo realizado pela Regus do Brasil, 37% das empresas brasileiras deseja remunerar seus funcionários pelo seu desempenho. Importante ressaltar que há várias vantagens nesse tipo de remuneração, entre elas podemos citar:
– Maior motivação dos funcionários a buscar novas metas
– Auxilia as empresas a melhorar continuamente sua força de trabalho
– Permite que a empresa aprimore continuamente sua equipe, permitindo que permaneçam somente os mais competentes.
Obviamente que há desvantagens, mas entre as piores, podemos citar duas, são elas:
– Há que saber controlar o conflito de interesses que pode haver entre os funcionários e a empresa
– Pode haver uma competição ferrenha dentro da empresa, o que pode causar a necessidade de uma constante gestão de conflitos.
Porém, nem todos os funcionários desejarão aumentar suas rendas permanentemente, muitos se desmotivam durante o percurso, outros não são competitivos por natureza, outros só querem bater ponto.
Infelizmente não vivemos numa sociedade competitiva, não toleramos rankings, homenagens a nossos iguais, porém uma coisa é certa, bons funcionários custam mais caro que os outros, e é para esses funcionários que a remuneração por desempenho existe. Afinal, os iguais são todos iguais.
Alvaro Concha é consultor de empresas
(alvaroconcha@gmail.com)