Espaço Cultural: Com saudade

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Atualizado há 13 anos

Por Therezinha Wolff   

Pai!

Neste dia que lhe é dedicado trago dentro do peito a saudade por não tê-lo mais ao meu lado.

Sei que esta é uma data escolhida pelos homens para lembrar que pai também merece ter, pelo menos, um dia para receber a atenção do filho, seja através de abraço, palavras,seja para receber presentes, cartões ou uma prece.

Eu estou nesta última, pai!

Guardei os ensinamentos, os conselhos, sustentáculos que são pela vida afora.

Sinto, vivermos juntos por tanto tempo sob o mesmo teto e não dizer quanto o amava.

Certamente a obediência e o respeito, somados a autoridade paterna existente na minha geração, ergueram barreiras inibidoras favorecendo a timidez no diálogo tão necessário entre pai e filho.

Também porque eu era jovem é displicente, não sabia reconhecer ou quem sabe avaliar, o quanto é importante dizer, pelo menos de vez em quando: pai eu te amo!

Saber reconhecer que você nunca mediu esforço para cuidar da minha educação.

Para deixar-me um futuro menos sacrificado, “melhor do que aquele seu” como dizia.

Uma aprendizagem que só reconhecemos quando somos pais.

Sei agora a importância do chavão usando por você;”não devemos dar o passo maior do que a perna alcança”.

Devo dizer-lhe aqui, sou toda reconhecimento pelo que me ensinou: a colocar na prática, aquilo que com você aprendi; “não diminua o trabalho por ver que os outro o fazem”.

Não sei em que plano você se encontra, pai!

Mas, de onde estiver sei que está olhando por mim e pelos que, na ausência forçada você deixou neste conflitante planeta.

Que Deus o conserve sempre bem junto de seu coração e lhe ofereça o ombro de pai para nele descansar.

Um dia, haveremos de nos encontrar com toda a certeza!

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