Espaço Cultural por Therezinha Leony Wolff: Amigos da Cultura

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Atualizado há 14 anos

Da esquerda para a direita: Paco, Fernando, Therezinha, Lélia Sell, Roberto, Lesliane e Lenise. Abaixado: Carlos. Local: Palco do Canal da Música, na TV Educativa de Curitiba em 9/11/2012.

Vesperal elegante, nomes de relevo em vários setores da vida cultural curitibana, guarapuavana e portuniense, lugares vagos aguardando a chegada dos grupos de dança, cantores, instrumentistas e declamadores. Comemorava-se os dez anos do programa “Nossa História” no auditório do Canal da Música.

Convidado, um grupo formado por músicos e cantores de Porto União para representar as cidades gêmeas na capital paranaense. Ambiente em luz mortiças, já a noite estendendo o seu manto, o grupo que se autodenominou “Amigos da Cultura” toldando felicidade, adentrou no recinto com cautela.

Depois de alguns ensaios feitos por agir, finalmente chegara o dia para mostrar nossas cidades de forma agradável e bonita. As mãos de cada componente um tanto trêmulas e frias, olhos acesos para o palco eram sinônimos da insegurança. O temor de não corresponder às expectativas do seleto auditório. Mas, a jornalista anfitriã, Lélia Sell, responsável pelo programa aniversariante, pessoa alegre, acolhedora e amistosa cumpria ali sua missão de serenar ânimos e revelar-se grande promotora e apresentadora.

Num abrir e fechar olhos, lá estava o grupo dominando palco e platéia de aproximadamente cem pessoas. No piano, Carlos dava o tom para os violões de Roberto e Fernando e a harmônica de boca de Jerson (Paco). O vocal, dado a grande potencialidade de recursos cumpria sua finalidade. Dedicando suas energias, envolvido pelos aplausos, o grupo, movido por apaixonado idealismo transformou-se em astro da música.

Posando para fotos, dando entrevistas, recebendo convites para novas apresentações inclusive em outras cidades, os integrantes do grupo sentiram-se gratificados. Toda essa evocação leva-me a ousar do fundo da minha insignificância pensante, quão grande é o potencial artístico que temos por aqui e quão poucas são as oportunidades para mostrá-los.

Trazer atrações de outras paragens é bom para enriquecer aspectos que precisamos. Mas por que deixarmos escapar nossos talentos pela falta de incentivos de oportunidades para revelações e recursos nelas investidos?

Hoje, cidades universitárias que somos, como exemplificar não termos representações artísticas que sejam admirados para por suas habilidades como pessoas predestinadas para cumprirem na arte a mais bela missão que lhes deu o criador? Agora que desejamos incrementar o turismo temos que ter sensibilidade para pensar e enaltecer atributos exclusivos da espécie humana: a arte e pela riqueza velada que sempre foi a nossa história.

A primeira em relação a qualidade, ao valor estético. A segunda como elemento que estrutura o crescimento transformável de uma sociedade. Com novas administrações para os próximos anos, fazemos votos de que essas poucas considerações sejam temas das pautas de reuniões dos futuros governantes e se concretizem efetivamente.

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