Por Mariana Honesko

Pedras, folhas, flores e até frutas. A proposta da confecção das Ikebanas é justamente essa: ousar na composição mas aproveitar, ao máximo, os conceitos naturais. Na prática, a técnica sugere a réplica em arranjos do que está na natureza, livre. As combinações, mesclas e texturas podem ser observadas mais de perto na mostra que se encerra amanhã, na Casa Cultural Aníbal Khury, o “Castelinho”, em Porto União.
A iniciativa é municipal mas conta com a organização dos membros da Igreja Messiânica, autores das peças ornamentais e difusores do conceito. “Hoje as pessoas pensam tanto em flores ou até gastam tanto mas aqui é possível perceber que dá para fazer algo bonito com outros elementos. Até com galhos, frutas”, avalia a diretora do espaço, Therezinha Wolff.
Uma das peças reúne limões em seu desenho. Outra, enormes folhas, entrelaçadas com siluetas mais intimistas. Ao todo, o acervo reúne 17 arranjos florais.
A mostra termina amanhã por conta de um calendário de eventos cheio mas também em consequência do tempo seco. Algumas plantas já começam a murchar e outras perdem parte da coloração. Como não teve abertura, no início da semana, a exposição terá fechamento especial, com direito à audição. Apresentam-se no Castelinho, Margareth Ribas, Régis Lemos, Bruna Stelmach, Rafael Fischer, Marcos Pasini e Hallyan Jayne. A audição ocorre entre às 19h30 e 21 horas, com entrada franca ao público.
Homenagem aos professores
A Igreja Messiânica não escolheu a semana onde o professor é lembrado com data especial por acaso. Na verdade, a mostra é proposital e sugere beleza e liberdade, à natureza e aos profissionais. Em meio aos arranjos, a igreja lembra de alguns nomes, entre eles, da professora Neli de Oliveira Sicuro, mestre no ensino regular e também a pioneira na técnica – e depois do ensino – da Ikebana.
Therezinha Wolff, em uma iniciativa particular, revive os nomes de Orlando Milis, músico e professor de violão, e Emílio Taboada Diez, maestro e também professor. De ambos, é possível encontrar os instrumentos originais usados no trabalho de classe: de Milis, o violão e de Diez, o bombardino. Além deles, nomes das primeiras professoras normalistas, formadas pelo Colégio Santos Anjos e que trabalharam nas escolas das Cidades Irmãs, foram resgatados.



