Mudanças prevêem lançamentos no Cine Luz

Sem exibir filmes desde novembro, cinema deve voltar a funcionar em grande estilo. Noé e Rio 2 já estão agendados

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Atualizado há 12 anos

Por Mariana Honesko

Direção do cinema e da secretaria da Cultura decidiu pelo investimento: novidade a caminho
Direção do cinema e da secretaria da Cultura decidiu pelo investimento: novidade a caminho

O jejum que vive o Cine Teatro Luz está com os dias contados. A garantia é da direção do espaço e da equipe da Secretaria de Cultura de União da Vitória que aposta no retorno da exibição de longas a partir da primeira quinzena de junho. O último filme esteve em cartaz em novembro do ano passado. De lá para cá, por conta da agenda de eventos – o Cine Luz é um dos cenários mais cotados para formaturas e grandes atrações – os longas seguiram engavetados.

Mas, garante a equipe da prefeitura, responsável pela gestão do cinema, não foi apenas o comprometimento da agenda o que dificultou as sessões regadas à pipoca. “Desde 2002, quando a reforma do cinema aconteceu, não houve mais nenhum grande investimento. Apenas reparos básicos foram feitos”, explica o coordenador de projetos da secretaria, Daniel Correia. A lacuna ocupou, entre outros espaços, a sala de projeções. Lentes, lanternas e sistema de áudio, ficaram desassistidos. Desde janeiro, contudo, investimentos parciais têm garantido, aos poucos, a reestruturação do Cine Luz.

Investimentos prevêem pequenas intervenções no imóvel e substituição da projeção em 35 mm
Investimentos prevêem pequenas intervenções no imóvel e substituição da projeção em 35 mm

Para os cinéfilos, as novidades são boas. “Fizemos um convênio com um novo distribuidor de filmes. Isso vai fazer com que eles cheguem antes na cidade”, diz a diretora administrativa da secretaria, Elaine Cochak. A expectativa é otimista e aposta em uma diferença de apenas uma semana entre o lançamento nas capitais e a exibição nas cidades interioranas. Até então, o atraso era bem maior e alcançava ate 60 dias. “E por isso ninguém vinha. Todo mundo já tinha assistido em outro lugar”, lembra.

Quem escolher o Cine Luz terá outras vantagens. O sistema de ar-condicionado será melhor – o circuito passa por substituição – e na telona o áudio deve superar as criticas que vinha sofrendo. Além de novos equipamentos, a contratação de dois profissionais, para trabalhar com exclusividade na técnica, também devem impulsionar a qualidade das exibições.

A estreia de toda a nova aposta da secretaria é em grande estilo. Até o dia 10 de junho, os filmes Noé e Rio 2, lançamentos e já aclamados pela crítica, serão exibidos no Cine Luz. “Serão os primeiros que virão e devem ficar um mês em cartaz”, sinaliza Correia.

Mais caro

A intervenção no cinema terá contrapartida da comunidade. Os preços praticados na bilheteria sofrerão reajuste. Conforme avaliação da nova distribuidora de filmes, os valores para meia e entrada cheia, não são mais compatíveis com a estrutura. Mesmo assim, a equipe garante que não é preciso se preocupar: os preços sobem mas não sofrem grande evolução. “O cinema é mantido pela prefeitura e não é para dar lucro. É uma política cultural diferente, o lucro também é cultural. A intenção é criar público e investir na cultura mesmo”, pontua a chefe administrativa do Cine Luz, Carla Reinert.

Fim da projeção em 35 mm

O Cine Luz, inaugurado em outubro de 1951, vai dar adeus aos símbolos mais tradicionais da exibição de filmes. A máquina de projeção, em 35 milímetros (mm), será substituída por equipamentos digitais. Não é uma escolha. Na verdade, uma obrigação, determinada pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) e que prevê, até 2015, a digitalização dos filmes. “Hoje, mais de 80% das salas de cinema estão digitalizadas. A partir do ano que vem, isso é obrigatório”, explica o coordenador de projetos.

A medida, que acompanha a tendência tecnológica, é uma exigência das próprias distribuidoras. O 35 mm, e todo seu charme, sai de cena, mas entra para a história.

Velho Cinema Novo

Em 2002, o Cine Luz participou do projeto estadual Velho Cinema Novo. O programa garantiu sua reforma. O anfiteatro tem capacidade para 684 pessoas e é tombado pelo patrimônio histórico.

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