Por Mariana Honesko

Ele é ainda dá seus primeiros passos mas tem a audácia de quem já tem muito mais tempo de vida. Criado por meio de uma iniciativa do Instituto Cultural Grünenwald e da vontade do coreógrafo, Juliano Negri, o grupo já trilha três meses de ensaio e comemora agenda cheia. “Já temos dez apresentações marcadas para o mês de setembro”, sorri Negri. Formado por 18 componentes, a maioria mulher, o grupo mescla o tradicionalismo alemão com o figurino de gala, temperado com a simetria das cores típicas da etnia. O coreógrafo garante que além da dança, as roupas e cenários vão muito além. “O grupo foge da calça curta e do suspensório”, brinca.
A ideia criativa de inovação nasceu do próprio coreógrafo que de sua especialização em Gramado, no Rio Grande do Sul, ousou ao trocar, por exemplo, sapatos curtos por botas de canos longos. Na cidade gaucha, Negri, de 21 anos, atualiza seus conhecimentos de palco nas férias de verão. A visita é um ritual. “Vou todos os anos”, conta. O resultado é um efeito mais nostálgico. “São roupas folclóricas mas de gala”, ressalta.
Com a parceria, o primeiro espetáculo oficial é desenhado. Ele ocorre no dia 6 de setembro, às 20 horas, no Cine Ópera. Além do Günenwald, sobem ao palco também o grupo de dança 25 de Julho e o infantil, Bergweg, de São Miguel da Serra. Uma prévia do que reserva o evento pode ser degustado também às 20 horas e no Ópera, no sábado. A atração compõe a feira gastronômica e a festa das etnias que na praça dura o dia todo. “É um espetáculo e gratuito para a comunidade”, convida Negri.
Veia artística e européia

O coreógrafo Juliano Negri é uma explosão de ideias. O jovem arrisca-se em conhecimentos de moda e beleza e aposta na cultura que as danças folclóricas podem oferecer. Em seu sangue, carrega a mistura da descendência europeia. “O Negri é italiano, do meu pai”, brinca. “Mas consegui arrumar um pouco de alemão com a mãe”, completa.
Natural de Porto União, Negri mora no bairro São Pedro e pelo universo da dança já fez escola. No tradicional Kalena, cuja etnia ucraniana é o que acentua os movimentos, dançou por nove anos. Antes, porém, conheceu as nuances do ballet clássico. Além do grupo recém-criado, Negri ministra aula também para crianças da vizinha General Carneiro. Na cidade, o município mantém a parceria com o coreógrafo.
Espetáculo no dia 6
Os ingressos custam R$ 3 e podem ser adquiridos com os integrantes do grupo ou no dia do espetáculo, no Cine Ópera.