MÚSICA PARA OS OUVIDOS: Senado regulamenta a profissão de DJ

Avanço na legislação reconhece a carreira como ‘oficial’

(Foto: Reprodução).
(Foto: Reprodução).

Eles são fenômenos. O auge conquistado especialmente nas décadas de 70 e de 80, se remodelou e novamente, por conta de alguns nomes famosos, os DJ’s voltam a atrair uma galera empolgada para as pistas. Ritmos dançantes, batidas que pulsam e a combinação com luzes e explosões de cores no palco, garantem o sucesso destes profissionais que, mais do que uma carinha bonita, de dedos ágeis e de um estilo particular, são reconhecidamente profissionais.

Conforme o texto publicado em outubro na página do Senado Federal, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou a regulamentação da profissão de disk jockey, o bom e velho DJ. De autoria do deputado Vicentinho (PT-SP), o projeto já passou pela Câmara. Ao relatar a proposta, o senador Romário (Podemos-RJ) ressaltou que “esses trabalhadores precisam ter proteção”. O projeto aprovado na CAS segue para análise do Plenário.

Enquanto isso, os DJ’s são seguidos por multidões. “Ele destila ou purifica qualidade musical. Ele seleciona músicas ou gravações e através delas cria uma performance improvisada de acordo com o tempo, o lugar e as pessoas. Em uma festa ou clube, o DJ não está apenas tocando uns discos, ele está criando uma atmosfera, gerando sentimentos e respondendo à reação das pessoas”, diz um artigo sobre a profissão.

Explode no País, por exemplo, e a Festa da Costela realizada em União da Vitória provou isso, o nome de Alok, um fenômeno de popularidade. Filho de pais DJ’s, Alok aparece como o bom moço bonitão, que enlouquece quem está na sua pista. Alok Achkar Peres Petrillo (esse é seu nome no RG!) começou sua carreira no mundo da música ainda muito jovem. Ele já contabiliza mais de dez anos de carreira. Seu primeiro sucesso, já em carreira solo foi um sample da música ‘Sings’, do Snoopy Dog. A música alcançou o marco de três milhões de visualizações no YouTube. Em 2014 foi eleito o melhor DJ do Brasil pela revista House Mag.

Fora do Brasil, o francês David Guetta conquista igualmente um público fiel. Ele é vencedor de dois Grammy Awards, atuando no gênero de música eletrônica, sendo produtor musical. Na carreira internacional, nomes como o dos DJ’s Armim Van Bauren, Martin Garriz e os irmãos, Dimitri Vegas e Like Mike, também empolgam quem gosta da música eletrônica e do efeito que ela causa.

Aliás, os efeitos da música – não apenas a eletrônica – nos seres humanos, foi pauta de uma recente reportagem na revista Superinteressante, da Abril. De acordo com o material, a música não é apenas interessante no momento de alívio das dores ou no combate ao mau humor. Ela pode deixar o coração mais forte. “Pesquisadores dividiram 74 pacientes cardíacos em três grupos diferentes: dois terços fariam exercícios físicos, com ou sem música, e o outro não faria nenhum tipo de atividade física, mas teria de ouvir música todos os dias, por meia hora. Por três semanas, os cardiologistas acompanharam os voluntários e analisaram o progresso no tratamento de recuperação. Ao fim do experimento, os pacientes que haviam praticado exercícios físicos ao som de música tiveram uma recuperação melhor do que a dos outros. Tiveram uma melhora significativa nas funções cardíacas e aumentaram em 39% a capacidade física. Quem praticou as atividades em silêncio apresentou só 29% de melhora na capacidade física. Mesmo quem só escutou música, mas não fez exercícios melhorou a capacidade física, em 19%”, diz o texto.

E isso é simples: a música deixa as pessoas felizes. “Quando você escuta uma canção que te agrada, seu corpo libera endorfina, uma substância química com função analgésica, que também exerce um papel na sensação de prazer e bem-estar. E ela ainda melhora a saúde dos vasos sanguíneos”, completa a redação.

Então, aumenta o som DJ!

OS DJ’S DO GRUPO VERDE VALE DE COMUNICAÇÃO

O Grupo Verde Vale de Comunicação é um celeiro de profissionais. E não apenas na área da comunicação. Na 94 FM, veículo que compõe o Grupo, alguns locutores começaram suas carreiras no PUB, nos clubes, nos Carnavais. Alguns, ainda vivem essa jornada dupla: ora assinam uma playlist do programa que comandam, ora se debruçam em manobras ousadas para conquistar seus fãs de pista.

Você já deve ter ouvido falar destes três nomes – ou até dançou em alguma festa tocada por eles: os DJ’s Mega Mix, Loquinho e Fábio. Divirta-se com as narrativas deles. Se preferir, leia um pouco mais sobre o perfil de cada um ouvindo o som que mais gosta.

Cristiano Silva, o Loquinho

LokinhoÉ DJ desde a década de 90 e, pode ser difícil de acreditar, mas ele descobriu sua vocação na igreja! “Tínhamos as festas com churrasco e elas precisavam de música. Então, gravávamos fitas K7 com músicas do rádio para este momento, já que era um tempo em que as músicas só estavam disponíveis em disco de vinil, de difícil reprodução. Além disso, eram muito caros”, conta. Da igreja, o trabalho de Cristiano foi sendo reconhecimento. Fã de música, o trabalho artístico logo o alcançava, com naturalidade. “Fazíamos os famosos bailinhos na escola, uma vez no ano e a vontade era de estar em destaque pois o DJ sempre estava em evidência. O maior prazer era tocar as músicas e ver as pessoas dançar e se divertir”.

O DJ alcançou seu auge no início dos anos 2000. Para ele, embora o trabalho seja divertido, mas também é um compromisso. “Temos que agradar pois é a festa da vida de um casal, por exemplo, que te contratou porque acredita em seu potencial. Temos que ter pontualidade e qualidade na diversão e principalmente respeito”.

Álvaro Moreira

BelawEle carrega quase 40 anos de bagagem. “Não escolhi a profissão. Na verdade, montamos em 1977 uma discoteca ali no Concórdia (em Porto União) e por sempre gostar de música, isso foi acontecendo”, conta o DJ Mega Mix. Para ele, os momentos mais marcantes da trajetória foram do final dos anos 90 até o começo dos anos 2000. Para Álvaro, ser DJ é mixar músicas, na frente de todos, com disco, com CD, sem se intimidar por qualquer desafio.

Fábio Marlos Ossak

Dj FábioFábio tem mais de duas décadas como DJ. Na história, carrega a alegria de tocar balada, festas de aniversários e de casamentos. Na sua vida, o trabalho como profissional surgiu de repente, e teve o amor pela música e pelos aparelhos de som seu mote. “Comecei tocando na igreja e ali a coisa foi evoluindo. Fui montando um som maior, as pessoas começaram a gostar. Isso foi dando uma resposta legal. Eu falava no microfone, tinha o dom de ser locutor e para suprir a falta do rádio até então, o lance do DJ me completava”, conta. E assim, em 2002, Fábio alcançou seu momento mais especial. “Fui convidado para tocar a festa de um curso de uma faculdade. Naquele dia, a casa lotou, era uma casa super conceituada que tinha na cidade. Montei meu som, fiquei no palco. Conciliei a parte da música e agitar as pessoas pelo microfone”, lembra. O DJ considera a profissão oficial e que agora, com a regulamentação, se torna mais respeitada. “A profissão é séria, tem credibilidade. Temos DJs famosos que confirmam isso”, avalia.

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