Por Jaqueline Viero e Osni Schroh
Nos dias de hoje o estilo de vida que o mundo adotou perante o consumo é de que a indústria atenda nossas necessidades, ou seja, a praticidade é o que prevalece em nossas ações. E aí entram as alterações na posição da indústria em atender nossas exigências.
Então a indústria, independente da sua atividade de produção, acaba por utilizar-se de maior quantidade de matéria prima que geralmente é extraída ou é proveniente de recursos naturais para sua fabricação, como é o caso de alimentos prontos, utensílios que gerem maior facilidade nas atividades desenvolvidas no dia-a-dia pela sociedade, e ainda o vestuário, que tem se tornado cada vez mais consumido, mesmo que não haja necessidade imediata.
Pois quanto maior é a produção destes materiais, maior será também a quantidade de embalagens para os mesmos, como papel, plástico, papelão, entre outros, que quase sempre acabam destinados de forma inadequada, mesmo que apresentando um alto potencial de reciclagem e reutilização.
Infelizmente a realidade brasileira frente a estes resíduos não é satisfatória à sociedade quanto deveria. Nota-se claramente que mais da metade dos resíduos destinados ao lixo são de caráter reciclável.
Parece algo tão lógico pensar que materiais passíveis de reutilização ou reciclagem devem ser destinados adequadamente, podendo refletir em benefícios à sociedade e ao meio ambiente, como o ar, água e o solo, e ainda a vantagem de caráter econômico, uma vez que cooperativas poderiam ser criadas e inúmeras famílias serem beneficiados com estes resíduos provenientes de atividades da comunidade.
Um exemplo é a iniciativa adotada pelo setor público de União da Vitória de implantar uma cooperativa com o foco na reciclagem de materiais, e ainda a possibilidade de geração de emprego e inclusão social. Desta forma convocamos a população a colaborar, fazendo sua parte na correta separação dos resíduos gerados em suas residências, pois através desta atitude estaremos ampliando o prazo de vida dos aterros sanitários e fazendo nosso papel frente ao meio ambiente.
Dados da reciclagem
Pesquisas revelam que o Brasil movimenta mais de R$ 12 bilhões em reciclagem provenientes de um país que investe pouco em reciclagem, perdendo mais de R$ 8 bilhões, que são encaminhados para aterros, ou seja, nossa realidade hoje é como se estivéssemos enterrando nosso dinheiro, ao invés de utilizarmos em prol da melhoria de recursos a sociedade.
A composição do lixo brasileiro encontra-se hoje com 48% de materiais com potencial de reciclagem, que poderiam gerar renda, e 52% de material orgânico o qual já existe tecnologia suficiente para melhor destinação, seja ela para desenvolver compostagem, e aproveitamento dos gases gerados para utilização na geração de energia, ou queima em usinas de incineração que beneficiam na redução dos resíduos a serem descartados em aterros sanitários.
Jaqueline Viero e Osni Schroh são alunos do curso Técnico em Meio Ambiente