Porto União comemora 103 anos sem festa devido a pandemia

Manifestações de carinho pela cidade acontecem neste sábado, 5, pelas redes sociais; hasteamento a bandeira acontece às 16h30, na Praça Hercílio Luz

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(Fotos: Assessoria Porto União)

Porto União comemora neste sábado, 5, os seus 103 anos de emancipação político-administrativa.

Com uma população de quase 34 mil pessoas, estimativa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatista (IBGE), em 2019, a tradicional festa – foi cancelada, devido à pandemia do novo coronavírus. Mas a comemoração foi mantida por manifestações das autoridades políticas e da comunidade, através das redes sociais.

O hasteamento a bandeira está mantido e acontece às 16h30, na Praça Hercílio Luz. 


Sua história

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Como povoado, a cidade começa em 1842, em descoberta do Vau, no Rio Iguaçu – lugar no rio de baixa profundidade e, que facilitou as passagens das tropas que vinham dos campos de Palmas.

Esse lugar era também o ponto de embarque e desembarque para quem se vali do Iguaçu como meio de transporte. Daí o primeiro nome: Porto da União.

A pequena vila cresce e em 1855 tem seu nome mudado para Porto União da Vitória. Em 1880 chega de Palmas para se estabelecer no comércio, com a compra e venda de sal, o Coronel Amazonas Marcondes. No ano seguinte tem início a navegação a vapor no Rio Iguaçu transportando passageiros e mercadorias.

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O grande rio sempre esteve ligado à vida e a história da cidade, desde suas origens, acariciando ou castigando-a, às vezes. A partir deste ano chegam os primeiros colonos de origem europeias, na maioria alemães. Mais tarde aportam outras etnias: poloneses, ucranianos, austríacos e russos. No início do século XX, chegam os libaneses. A cidade desenvolveu-se e em 1901, é criado o município de União da Vitória.


Em 1912 tem início conflitos do Contestado que se prolongam até 1916.

Em 5 de setembro de 1917 é criado o município de Porto União que a partir daí passa a conviver, em todos os aspectos, com a parte da cidade que ficou do lado paranaense.

É paradoxal, mas é verdadeira, a linha que divide os municípios, une as comunidades.

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