Por Mariana Honesko
Por meio de uma viagem ao interior do Maranhão, o cotidiano de seis quilombos, ligados apenas por uma única estrada, é registrado. Em cada comunidade, a vida dos personagens, unidos por um passado de luta e escravidão, cujas armas de sobrevivência encontram-se no amor, educação, cultura e religião, invadem as câmeras e enchem os expectadores de surpresas.
É assim, pontuada em um conjunto de sensações, que o documentário “Nem Caroço Nem Casca” está ancorado. A produção é do diretor Will Martins, sócio e roteirista da Novelo Filmes, de Florianópolis (SC). As cenas estreiam às 19 horas de hoje, no Cine Teatro Luz. A entrada ao público e gratuita.
Após a exibição do filme, Martins e parte de sua equipe participam de um debate sobre a produção do tema. Também participaram da proposta os professores Ilton César Martins, coordenador do projeto História da África e da Cultura Afro-brasileira, e Caio Ricardo Bona Moreira, doutor em Literatura, ambos da Unespar, de União da Vitória.
Na tela do Cine Luz
A vinda do documentário para União da Vitória é uma iniciativa do aluno Luis Eduardo Wiltner, do curso de Publicidade e Propagada do Centro Universitário da Cidade de União da Vitória (Uniuv). Ele conheceu o roteirista durante um evento da faculdade. Logo, surgiu o convite. “Teremos a oportunidade de debater com o diretor sobre o tema que ele escolheu para retratar a cultura brasileira, entender como ele fez essa produção e ainda saber mais sobre questões técnicas do documentário”, contou Wiltner. A professora do curso de Jornalismo, Ana Cristina Bostelmann, vai mediar o debate.
As empresas, Pormade Portas, Condent, Retoque Car, Dalbó Restaurante, Uniuv, Secretaria de Cultura, Hotel Riad e o Grupo Verde Vale de Comunicação patrocinam o evento.
O documentário
Ele foi considerado o melhor filme nacional de 2013, recebeu o prêmio Vale de Cinema e o troféu da Associação Brasileira de Documentaristas no 36º Festival Guarnicê de Cinema. O projeto prevê mostrar um pedaçinho do Brasil, por meio das histórias das famílias quilombolas, ainda presentes no país. A busca pela luta e sobrevivência é o que “Nem Caroço Nem Casca” quer mostrar.