Tecelã recria o tricô da vovó

Produções são individuais e unem tecidos e tecidos em peças exclusivas

·
Atualizado há 13 anos

Por Mariana Honesko

Tecelã 2
Teares ficam no ateliê, para produção das peças

O que começou como uma brincadeira logo virou algo mais sério. O amor foi à primeira vista e sobre os teares que Márcia Regina Busch Silva encontra suas inspirações. “Não é aquele tricô da vovó”, sorri. Nem de longe é. Com traços modernos e uma mistura particular de cores e tecidos, Márcia faz nascer peças com movimentos e com toques de sustentabilidade. “Elas podem ser usadas no verão e no inverno”, explica, justificando a economia que seus clientes fazem na contenção das compras.

Além de acessórios, a tecelã também produz peças do vestuário. O trabalhou agradou tanto que muitas peças já foram usadas muito além da região. Um dos modelos tem sua preferência. “Fiz um vestido preto, longo, para uma madrinha de casamento em Minas Gerais”, conta. Chegar tão longe é fruto da dedicação de Márcia. Além de oferecer peças prontas em sua loja – o Ateliê Moça Bonita – inaugurada há três anos e na Arte do Porto, em Porto União, a artesã investe nas redes sociais e garante divulgação de seu produto pela internet. “Além disso, estou sempre participando de feiras, de eventos, que ajudam na troca de experiência e na divulgação do produto”, lembra.

Márcia trouxe de sua genética russa a habilidade natural de seus antepassados. Os produtos, comuns na Europa e especialmente nos países “hermanos” do Brasil, faz sucesso na região. Inovador, os pontos tecidos conquistam mais adeptos e, aos poucos, caem no gosto popular. As peças, mesmo as mais simples, combinam com sofisticação. “E ficam bem desde com uma calça jeans ou com algo mais formal, elegante”, ensina a tecelã.

Tecelã 1
Márcia e suas criações: produtos versáteis que conquistam o público

É o caso, por exemplo, do colete, outro queridinho de Márcia. Feito com fita ou lã, ele combina com um leque grande de opções já que exigem o uso de uma roupa como acessório para ter efeito. A combinação depende da criatividade e gosto do freguês. A receita também vale para os preços. Como são peças exclusivas, o investimento é um pouco mais alto. “Todas as peças ficam diferentes. É única. Mesmo que a pessoa diga que quer uma igual aquele ou este modelo, nunca fica exatamente igual”, sorri.

Produção

No ateliê de Márcia, dois teares ficam montados o tempo todo. Contudo, outras peças também podem ser adaptadas à necessidade e ao espaço. A tecelã trabalha sozinha e garante que o carinho depositado na produção exige tempo. Em média, uma única peça consome até três dias de trabalho. “Mas não sei se iria conseguir fazer outra coisa”, afirma. “Trabalha-se ponto por ponto”, completa.

Para as produções, Márcia aproveita bem as fitas, veludo, algodão e lã. Todos os modelos saem do papel e ganham o tear. As peças e as combinações são desenhadas pela artesã. A inspiração, garante, surge com facilidade. Logo, os traços vão para o esboço e em seguida para as máquinas. De lá, sai o que a imaginação permitir.

ONDE ENCONTRAR

– Ateliê Moça Bonita

Rua Cruz Machado, no centro de União da Vitória

– Espaço Arte do Porto

No térreo da Fundação Cultural de Porto União

Fique sempre atualizado

Entre no nosso grupo do WhatsApp e siga nosso perfil no Instagram para não perder nenhuma notícia!