“A cirurgia plástica é fascinante”, define cirurgião, Wagner Bertolotte

Profissional defende potencial social e emocional dos procedimentos

Wagner Bertolotte
Wagner Bertolotte

Resgatar a autoestima, corrigir aquela imperfeição que tanto incomoda, esconder a cicatriz. Estes e outros tantos motivos levam homens e mulheres, cada vez mais, para dentro dos consultórios dos cirurgiões plásticos. Em 2013, por exemplo, o Brasil chegou ao primeiro lugar no ranking dos países que mais faziam cirurgias plásticas no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. Por lá, em 2015, por exemplo, 1,41 milhão de cirurgias foram feitas.

A intervenção, além de ajudar nas “pazes” entre o paciente e o espelho, também tem seu papel social, quando, por exemplo, ela é reparadora, quando disfarça marcas geradas por acidentes, por cirurgias, por doenças. “A cirurgia plástica é fascinante: ao se tratar da reparadora ela certamente vai devolver a pessoa para o seu meio social”, afirma o cirurgião, Wagner Bertolotte.

O profissional, que é natural de União da Vitória e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Nessa semana, o médico esteve no Grupo Verde Vale de Comunicação, onde falou sobre os vários aspectos da cirurgia plástica em entrevista para o jornal O Comércio e rádio CBN Vale do Iguaçu. “Os procedimentos são extremamente amplos. Quando se fala em cirurgia plástica, se pensa no lado estético da coisa. Mas, via de regra, ela pode ser subdivida em reparadora e estética. A especialidade é realmente muito ampla”, comenta Bertolotte.

ENTREVISTA

Portal Vvale (VVALE) – Como a cirurgia plástica pode ajudar no cotidiano de uma pessoa que quer ser mais bonita?

Wagner Bertolotte (WB) – A cirurgia vai agir em duas frentes: a que vai trazer um reparo funcional, que devolve essa pessoa ao meio social; e no segundo aspecto, melhorar a autoestima. Neste caso, muitas vezes algo no corpo que incomoda, tem um impacto grande, muito mais para ela do que para outra pessoa. A cirurgia melhora determinada região do corpo para melhorar a autoestima. Depois, ela passa a ter um convívio melhor com ela e com as outras pessoas. Isso aumenta a qualidade de vida, dá um estimulo. Esse tipo de coisa, a cirurgia estimula muito.

(VVALE) – Algumas publicações dizem que um cirurgião plástico é um psicólogo com bisturi nas mãos. O senhor concorda?

WB – Sem dúvida. A função do cirurgião é indicar um procedimento, mas é função também contraindicar. Não é um médico que vai lá e corta. Ele precisa saber o que cortar, como cortar e porque cortar. Essa parte psicológica precisa sim ser avaliada. A cirurgia plástica não termina na mesa cirurgia.

(VVALE) – E o padrão de beleza. O que acha?

WB – O padrão é individual e varia, por exemplo, de um lugar para o outro. Aí pesa o que a pessoa pensa de si, se está satisfeito ou não.

(VVALE) – No caso das mulheres, qual é o procedimento mais procurado?

WB – Implante mamário e lipoaspiração. Isso é no Brasil e acredito, no mundo inteiro.

(VVALE) –  E os homens?

WB – Eles vêm procurando cada vez mais. Tem fatores próprios que são dos homens mesmo. Por exemplo, é muito comum em pacientes jovens, que sentem até o afastamento social, a ginecomastia, que é quando a mama é reduzida. É uma cirurgia que tem um grande grau de satisfação. Existem também as cirurgias de pálpebras, que vem crescendo muito, e as “orelhas de abano”.

(VVALE) –  A partir de que idade os pacientes procuram pela intervenção?

WB – Depende do tipo da cirurgia. Para alguns, existe uma idade mínima. Por exemplo, a prótese, é preciso que pelo menos três anos após a primeira menstruação tenha acontecido.

(VVALE) – Já aconteceu algo inusitado, algum pedido diferente na sua carreira?

WB – Casos assim acontecem vez por outra. Tem pedidos de próteses exageradas, modificações que não cabem na situação.

(VVALE) –  Cirurgias para esconder a cicatriz da cesárea, são requisitadas?

WB – Sim. Muitas vezes, é difícil para o obstetra deixar a cicatriz bem retinha na hora do parto por uma série de fatores. Com a cirurgia, é interessante sim, a gente consegue melhorar bem esse tipo de cicatriz.

(VVALE) –  A prótese das mamas e do bumbum, é mais moda ou necessidade?

WB – As próteses estão aí para satisfazerem o desejo das pacientes. Como usar, fica a critério de cada cirurgião com seus pacientes. Mas é uma situação bem estabelecida.

(VVALE) – Hoje, todas as classes econômicas procuram pela cirurgia?

WB – Há alguns anos, era uma especialidade bem elitizada, porque era tudo muito caro. Hoje em dia, com a concorrência, o preço é menor e as condições pagamento, mais facilidades. A cirurgia é mais popular do que há alguns anos.

(VVALE) –  Existem muitos “picaretas” também. O que pensa sobre isso?

WB – A formação em cirurgia plástica demora tempo. São 11 anos, mais ou menos, fora cursos e congressos, aprimoramento de técnica. Não dá para consideram quem pega um atalho e tenha a mesma qualidade de um cirurgião adequadamente formado. Hoje em dia, falta de informação não é mais desculpa. Existe uma sociedade dos cirurgiões, as regionais, onde os médicos estão cadastrados. Existe uma lista de médicos capacitados e a busca por eles, é o primeiro passo a ser feito. Acima de tudo, está a segurança.

Entrevista

Todo o conteúdo em áudio da entrevista está disponível na página da CBN Vale do Iguaçu, a partir do Portal VVale. O acesso é gratuito. O endereço eletrônico é aqui.

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