“É preciso bom senso e analisar cada caso de forma particular”

Em entrevista, Vivian Beatriz Bona Vargas, corretora e analista de imóveis, comenta atual cenário do mercado imobiliário no Vale do Iguaçu

Desde março do ano passado, a pandemia da Covid-19 alterou a rotina de muita gente. Para os gerenciadores do setor imobiliário não foi diferente. Situação impôs adaptação durante a intermediação das vendas e administração de imóveis.

Segundo a corretora e analista de imóveis no Vale do Iguaçu, Vivian Beatriz Bona Vargas, é importante entender o atual cenário do mercado imobiliário. Acrescenta que o setor se mantém aquecido e equilibrado por meio da das taxas de juro baixo e disponibilidade de crédito.

Além disso, explica Vivian, que o diálogo tem sido fundamental para evitar prejuízos neste momento, tanto para os clientes de imobiliárias, quanto para os proprietários de imóveis, pois com os impactos financeiros causados pela pandemia, o bom senso tem sido um aliado na hora de renovar os contratos de aluguéis, assim como para fazer o cálculo de reajuste anual nos imóveis locados.


CONFIRA A ENTREVISTA:

 Jornal O Comércio (JOC): Com a alta do desemprego no Brasil e a redução dos salários, qual a melhor forma de se negociar valores referentes aos aluguéis?

Vivian Vargas (VV): Eu diria que a palavra de momento é ‘ACORDO’. É preciso bom senso e analisar cada caso de forma particular, ou seja, contratos de aluguéis, ramo que a pessoa desempenha atualmente e se foi afetada com a pandemia, também o grau de dificuldade que esse inquilino está passando com e o quanto esse cliente foi afetado. Na maioria dos casos foram aplicados percentuais de descontos ou postergados os prazos, evitando um distrato (anulação), pois, o proprietário também considera esse aluguel uma fonte de renda. É importante entender o grau de dificuldade que a pessoa vem passando e estudar com individualidade e delicadeza para que não se tenha prejuízo. Aqui, no Vale o Iguaçu, temos procurado fazer acordos. O recado é para que procurem fazer acordos.

JOC: Como avalia o mercado imobiliário no Vale do Iguaçu e no Brasil?

VV: Desde o início da pandemia, em março de 2020, a situação foi assustadora para todos nós. Foi necessário rever a situação dos aluguéis e reajustá-los, para que não houvessem os distratos. A comercialização dos imóveis nesse período também foi se ajustando aos poucos. As linhas de crédito na modalidade, taxas de juros baixos e financiamentos, estão bem mais atrativos no atual cenário. Os próprios bancos propuseram acordos, até postergando os vencimentos. O que propomos é ajudar os mutuários no seu cumprimento com o pagamento. A situação do mercado imobiliário no Vale do Iguaçu não foi diferente do cenário nacional; as dificuldades foram praticamente as mesmas.

JOC: Como o mercado imobiliário vem driblando a pandemia?

VV: Desde que foi anunciada a pandemia, e consequentemente o isolamento social, até o fechamento do comércio, buscamos um consenso junto ao Núcleo Imobiliário por meio de reuniões virtuais e parceiros para ajudar. A pandemia estourou vários problemas. Foi tudo muito rápido e muitas pessoas estavam nervosas diante da situação que se apresentava. Não foi e não está sendo fácil para as imobiliárias e corretores, porém estamos ajustando uma modalidade que fique boa para ambos. Devido as dificuldades impostas pela pandemia foram necessárias adaptações, como redução e desconto de aluguel, carência de pagamentos nos contratos e financiamentos. No caso dos contratos particulares em que houveram a compra e venda do imóvel para que não houvesse o cancelamento. São necessários estudos para driblar essa situação delicada. Foi um dia após o outro; um mês após o outro; sempre estudando cada caso e assim vamos há mais de um ano.

Vivian Beatriz Bona Vargas, corretora e analista de imóveis no Vale do Iguaçu (Vargas Corretora de Imóveis)

JOC: Houveram distratos (anulação) com imobiliárias no Vale do Iguaçu?

VV: Sim, porém foram poucos. Estamos fazendo acordos, evitando distratos.

JOC: Em tempos de pandemia, pode ocorrer uma evasão das pessoas da área central para o interior da cidade?

VV: Acredito que não, pois as pessoas se conscientizaram diante da pandemia e da dificuldade que ocorreu em todos os segmentos.

JOC: O que esperar do mercado imobiliário em 2021?

VV: O brasileiro é guerreiro e já enfrentou tanta coisa, não é?

Temos que manter a positividade. A pandemia foi um choque para todos os segmentos. No ramo imobiliário, compra e venda, entre outros, estamos nos adaptando. O mercado imobiliário é o bem maior, porque você quer comprar o seu imóvel, quer morar bem. O brasileiro trabalha bastante e quer ter qualidade de vida e enfrentar tudo isso com consciência e responsabilidade. O mercado está se aquecendo aos poucos. De agora em diante, é preciso reorganizar os valores de mercado urbanos no Vale do Iguaçu, ou seja, o real valor de mercado nesses imóveis com extrema responsabilidade.

JOC: Como funciona o NIPUV?

VV: Há quase três anos foi instituído o NIPUV, o Núcleo de Corretores de Imóveis de Porto União e União da Vitoria. O grupo é formado por dez profissionais de imobiliárias das cidades, com reuniões mensais, para pata tratar das dificuldades que o mercado imobiliário vem sofrendo: como aluguéis, compra e venda e avaliações de imóveis. Em breve, será divulgado um site para que o cliente possa ter informações sobre as imobiliárias locais. Essas imobiliárias já dispõem de um selo instalado na entrada dos estabelecimentos. O NIPUV atua em parceria com a Associação Comercial e Empresarial de União da Vitória (Aceuv).

 

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