Padre Abel Zastawny celebra 50 anos de Sacerdócio

“Quando o jovem sente…Deus me chamou! Tem que ter coragem de dizer: 'Por Cristo eu faço tudo o que for possível"

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Atualizado há 4 anos

Por Setor de Comunicação Diocese de União da Vitória

(Foto: Reprodução).
(Foto: Reprodução).

Era dia 04 de julho de 1970, quando o seminarista Abel Zastawny, após encerrado seus estudos de filosofia e teologia, pela Diocese de Ponta Grossa, aos 27 anos de idade, foi ordenado padre na Matriz Sagrado Coração de Jesus, em União da Vitória, hoje Catedral da Diocese. A ordenação foi realizada por Dom Geraldo Pellanda, na época, bispo de Ponta Grossa, sendo que a Diocese de União da Vitória seria criada apenas em 03 de dezembro de 1976.

Ao centro presidindo a missa de ordenação, Dom Geraldo Pellando, bispo de Ponta Grossa na época. Ao seu lado direito, padre Abel rezando uma da orações na Liturgia Eucarística.
Ao centro presidindo a missa de ordenação, Dom Geraldo Pellando, bispo de Ponta Grossa na época. Ao seu lado direito, padre Abel rezando uma da orações na Liturgia Eucarística.

Nascido na cidade de Erval do Oeste – SC, filho de Antônio e Madalena, e irmão de Dolores, já falecidos, padre Abel, hoje aos 77 anos de idade, celebrando seu Jubileu de Ouro no sacerdócio, acredita que a semente de sua vocação pode ter sido lança por um frei Franciscano. 

Quando eu era bem pequeno, tendo uns seis ou sete anos, lembro que um frei Franciscano passou em nossa casa e falou algo sobre vocação, mas eu ainda não entendia quase nada daquilo. Mas foi entre os dezessete para dezoito anos que o chamado foi forte. Quando o chamado de Deus vem e vem com força, não há como dizer não”, lembra o padre.

Pe. Abel em frente ao bispo dom Geraldo. No canto direito, padre José Chipasnki, na época ainda seminarista, e hoje, Vigário Geral da Diocese.
Pe. Abel em frente ao bispo dom Geraldo. No canto direito, padre José Chipasnki, na época ainda seminarista, e hoje, Vigário Geral da Diocese.

Naqueles períodos, os Seminários acolhiam meninos ainda bem jovens, com a idade de 10 a 14 anos, mas também formavam sacerdotes com vocações mais maduras, recebendo jovens que entravam inclusive após terem iniciado uma vida de trabalho na sociedade. Padre Abel ao ingressar no Seminário estava com o Ginásio concluído e trabalhava em um escritório, em União da Vitória. Tal fato foi destacado em jornais da época quando da ordenação.

“O Abél [sic] não ingressou no Seminário como menino. […] É um fato que merece uma pequena reflexão. […] Significa e prova êste [sic] fato que não são apenas meninos que ingressam no seminário os que chegam ao sacerdócio”. (Jornal A Fôlha do Iguaçu. N° 52, de 04 de julho de 1970; e, Jornal estrêla matutina. Nº 142, edição de junho de 1970).

Nos cinquenta anos de ministério, além dos trabalhos em paróquia, padre Abel também atuou como professor no Seminário Diocesano e em algumas faculdades em União da Vitória, atividade que considera relevante em sua missão evangelizadora

“Eu acredito que foi uma atuação muito importante e muito boa, porque era uma presença da Igreja no meio Universitário. Aquilo que o Papa fala de a Igreja estar nas ‘periferias’, locais onde ela normalmente não está. O ambiente universitário ainda hoje carece da presença, não somente de leigos engajados, mas também de uma pessoa ordenada, dando ali um bonito testemunho” acredita o padre e ex-professor.

Uma das páginas do álbum de fotos do padre Abel, do dia de sua ordenação. (Acervo – Pe. Abel Zastawny).
Uma das páginas do álbum de fotos do padre Abel, do dia de sua ordenação. (Acervo – Pe. Abel Zastawny).

Em espírito festivo do jubileu, padre Abel comenta que em sua caminha sempre buscou responder àquilo que acreditava ser um pedido de Deus.

“Minha vivência sacerdotal foi uma resposta diária, à cada instante daquilo que Deus ia pedindo. Não lembro de destacar um ponto específico de alegria ou de tristeza. Houve várias ocasiões positivas e também de dor, acompanhando alguns casos de famílias, da comunidade. Foi uma caminhada bonita, interessante e gostosa, e acredito que também foi para as pessoas com as quais eu convivi neste tempo. Foi uma caminhada que Deus foi apontando e eu procurei, com a luz do Espírito, percorrer, fazendo aquilo que eu podia e sabia”, recorda ele.

Página do Estrela Matutina na época, noticiando a ordenação. O Boletim foi criado em 1958 e hoje e veículo de comunicação da Diocese.
Página do Estrela Matutina na época, noticiando a ordenação. O Boletim foi criado em 1958 e hoje e veículo de comunicação da Diocese.

Cinquenta anos atrás o Jornal Estrela Matutina, na sua edição Nº 142, ainda um Boletim da Congregação Mariana Nª. Sr. ª do Perpétuo Socorro e Santo Antônio, da Matriz Sagrado Coração de Jesus, hoje Catedral de União da Vitória, assim como outros jornais, noticiou a ordenação sacerdotal de mais um padre, na época, para a Diocese de Ponta Grossa – PR.

Fazendo parte desta história, a edição de Julho deste ano do Estrela Matutina, (Veja Aqui) noticia o Jubileu de Ouro de Ministério Sacerdotal do padre Abel Zastawny, membro do clero da Diocese de União da Vitória, desde que foi Instalada, em 06 de março de 1977, e atualmente pároco da paróquia São Judas Tadeu, em União da Vitória, desde dezembro de 2001, ano de criação da paróquia.

Uma confraternização em grande estilo, pela data marcante, infelizmente não poderá acontecer no momento, por motivo da Pandemia do Novo Coronavírus, que impede a aglomeração de pessoas evitando o contágio da Covid-19.

Mas, na data de seu aniversário de sacerdócio, padre Abel celebrará a missa com um tom todo especial, rendendo Graças Àquele que o chamou para o serviço à Igreja de Seu Filho Jesus, e pelo seu ‘Sim’ dado ao chamado do Senhor, quem já nas palavras daquele Frade Franciscano, lá em sua infância.

Padre Abel Zastawny, hoje aos 77 anos ainda com muita vitalidade, é pároco na paróquia São Judas Tadeu, em União da Vitória, além de realizar trabalhos no Tribunal Eclesiástico.
Padre Abel Zastawny, hoje aos 77 anos ainda com muita vitalidade, é pároco na paróquia São Judas Tadeu, em União da Vitória, além de realizar trabalhos no Tribunal Eclesiástico.