Através das décadas: A Copa América

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Este verão deveria ter marcado a 47ª edição da Copa América e a primeira vez desde 1983 que o torneio seria com mais de uma sede, com a Argentina e a Colômbia dividindo as honras. Claro, assim como muitos outros eventos esportivos ao redor do mundo, a pandemia de Coronavírus pôs fim a qualquer ação da Copa América e teremos que esperar até 2021 para que todos os 10 países da CONMEBOL, e os dois convidados, Austrália e Catar, batalhem pela supremacia.

Embora as apostas esportivas online no Brazil possam ter ficado em segundo plano, vamos nos aprofundar na historia e nos lembrar das últimas três finais, que aconteceram após a virada da década.

2011: Uruguai

A vitória na final de 2011 marcou o 15º título do Uruguai, o primeiro desde 1995 – e eles não conseguiram manter o título em nenhum dos três torneios subsequentes. Seu adversário na final foi o Paraguai, que havia classificado da fase eliminatória ao derrotar Brasil e Venezuela nos pênaltis. A sorte deles estava fora de questão na final, já que o Uruguai foi o vencedor, com a cortesia da dupla dos sonhos Diego Forlán e Luis Suárez no ataque. Suárez colocou a Celeste em vantagem aos 12 minutos, quando o seu remate de pé esquerdo bateu na trave e entrou. Forlán marcou o segundo aos 40 minutos e selou a vitória nos minutos finais do jogo, marcando seu 31º gol pela seleção. A final marcou a primeira vez desde 2001 que nem Argentina nem Brasil disputaram a final.

2001: Colômbia

O primeiro torneio do novo milênio foi inesquecível para a Colômbia, que não apenas foi anfitriã, mas também conquistou a Copa América de 2001 – seu primeiro título – sem sofrer nenhum gol. Seu adversário na final foi o México, que foi convidado a participar novamente e havia terminado em terceiro dois anos antes. Enquanto a Colômbia liderou o Grupo A com três vitórias e cinco gols marcados, avançando depois de derrotar o Peru por 3 a 0 e Honduras por dois gols, a final não foi tão emocionante. Apenas um gol foi suficiente para garantir a vitória – e veio de um jogador improvável. Uma cabeçada poderosa do zagueiro Iván Córdoba foi a diferença entre as equipes – o seu quinto e último gol pelo seu país. A edição de 2001 foi marcada pela falta de disciplina, com a final não sendo exceção e o México encerrando a partida com nove jogadores.

1991: Argentina

1991 marcou o último ano de 10 países lutando em dois grupos – com os torneios a seguir permitindo a entrada de países convidados. Antigos adversários, Argentina e Brasil, foram dois dos quatro países que chegaram à fase final – a Albiceleste liderou o Grupo A com quatro vitórias em quatro jogos, enquanto os brasileiros passaram em segundo lugar no Grupo B – onde Chile e Colômbia completaram o grupo. Na rodada de abertura da fase final, em um jogaço de cinco gols, a Argentina saiu vitoriosa sobre a Seleção com o artilheiro da competição, Gabriel Batistuta, marcando o gol da vitória. Enquanto o Brasil venceria as duas partidas restantes, essa derrota foi crucial, pois terminou em segundo lugar no grupo, para a Argentina, que empatou sem gols com o Chile, mas derrotou a Colômbia por 2 a 1.

Como atuais campeões do torneio, teremos que esperar um pouco mais para ver se o Brasil consegue manter o título, mas é claro que, às vezes, há coisas mais importantes do que futebol.

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