
O assunto entre os amigos Valentim Morcos e Alessandro Leitão, na manhã desta quarta-feira, era basicamente um só: viajar de bicicleta pelo mundo. Valentim veio da Argentina. Já Alessandro Leitão é natural de Joinvile. A amizade entre eles foi iniciada nesta quarta-feira, por volta das 7h30, quando entre uma viagem e outra, se encontraram aqui em Porto União. O ponto de encontro foi a Praça do Contestado. Valetim fazia a sua refeição matinal. Já Alessandro organizava as mochilas e fazia a manutenção de sua bicicleta. A amizade foi despertada pelo interesse em comum entre ambos que é conhecer o mundo em duas rodas.
Conversa vai, conversa vem
Valentim e Alessandro têm muito que conversar. O problema é que a conversa teve que ser resumida, pois o tempo é curto. Os agora amigos de estrada já tem um cronograma de viagens à seguir. Por isso, a troca de números de celulares foi indispensável. Já na manhã desta quarta-feira cada um seguirá o seu caminho. Ficará na lembrança a amizade e as vivências de estradas compartilhadas.
Valetim Morcos
É um jovem de poucas palavras. Com 25 anos de idade, afirma ter deixado de lado o desejo de comprar um carro zero quilômetro, para investir em sua bicicleta. Valetim é natural da Argentina. Há três meses incluiu o Brasil em seu cronograma de viagens. Ele conta que já esteve no Rio Grande do Sul e agora pretende conhecer as cidades catarinenses. A última parada em território brasileiro deve acontecer em Foz do Iguaçu. Valentim conta que já foram mais de quatro mil quilômetros pedalados.
Alessandro Leitão
Há menos de um mês substituiu a cadeira de um escritório por uma bicicleta. Ele é escritor e poeta. Natural da cidade catarinense de Joinvile, Alessandro também percorre as cidades brasileiras em duas rodas. Ele conta que a prática esportiva também contribuiu para divulgar o seu mais recente trabalho. Alessandro lançou no ano passado a obra “O Livro Proibido”, uma produção independente que divulga a arte em suas mais variadas formas. O cicloviajante pretende visitar a cidade de Chapecó, Serra do Rio do Rastro, Tubarão e o litoral catarinense. Ele pretende atingir a meta de 2,5 mil quilômetros pedalados.
Comunidade Warm Showers
Alessandro conta que os cicloviajantes contam com a ajuda da comunidade Warm Showers (Duchas Quentes). Ele explica que é uma rede mundial gratuita de troca de hospitalidade para cicloviajantes. “São pessoas dispostas em hospedar cicloviajantes, registram-se e disponibilizam suas informações de contato, podendo ocasionalmente ter um visitante em casa, compartilhando boas histórias”, conta.