Ao som de Beyoncé, Rodolpho Riskalla leva prata no hipismo adestramento em

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Atualizado há 5 anos

Com uma grande apresentação, ao som de Aquarela do Brasil e de Halo, da cantora Beyoncé, o brasileiro Rodolpho Riskalla conquistou nesta quinta-feira a medalha de prata no hipismo na Paralimpíada de Tóquio-2020, na prova de adestramento classe IV, ao marcar 74.659 na pontuação total.

O brasileiro foi o terceiro a competir, antes de outros nove conjuntos. O brasileiro cumpriu todos os requisitos de movimentos exigidos no programa e demonstrou entrosamento com o cavalo, Don Henrico. Ao terminar a apresentação, foi possível ver Riskalla comemorando, enquanto sua comissão técnica gritava. Ele estava na primeira colocação.

Atual campeã mundial, a holandesa Sanne Voets conseguiu superar o brasileiro, com a pontuação de 76.585. O bronze ficou com o belga Manon Claeys.

No hipismo, cada grau de dificuldade é crescente de acordo com a avaliação e classificação funcional da deficiência (física ou visual) do atleta. Riskalla aderiu ao hipismo paralímpico em 2016, após perder a parte inferior das pernas, a mão direita e um dedo da mão esquerda por conta de uma meningite.

Até então, Riskalla competia no hipismo olímpico, que praticava desde os oito anos de idade, seguindo os passos do avô e da mãe, Rosangele – esta hoje é sua técnica. A irmão de Rodolpho, Vitória, também é amazona e participa na comissão técnica do irmão. Fora do esporte, o atleta trabalha como gerente de eventos da marca de moda Dior.

Rodolpho já conquistou duas medalhas de prata nos Jogos Equestres Mundiais de 2019, realizados em Tryon, nos Estados Unidos, e foi agraciado pela Federação Equestre Internacional (FEI, na sigla em francês) com a láurea Against All Odds (prêmio contra todas adversidades) em 2016.

ESGRIMA – Após uma grande campanha, o brasileiro Jovane Guissone garantiu mais uma medalha para o Brasil na Paralimpíada de Tóquio-2020: uma prata na esgrima em cadeira de rodas, espada individual B. Guissoni foi campeão olímpico em Londres-2012 e atualmente é o vice-líder do ranking mundial da categoria.

Na fase de grupos, Guissone venceu quatro de cinco disputas, superando o húngaro Istvan Tarjanyi, o bielorrusso Andrei Pravenich, o russo Alexander Kurzin e o chinês Hu Daoliang. Ele foi derrotado pelo ucraniano Oleg Naumenko, mas já estava classificado.

Nas quartas de final, Guissone enfrentou Ali Ammar, do Iraque, e venceu por 15 a 10, antes de derrotar o britânico Dimitry Coutya na semifinal por 15 a 13. O esgrimista encarou Alexander Kuzyukov, do Comitê Paralímpico Russo, na grande decisão e acabou derrotado por 15 a 8.

Guissone é natural de Barros Cassal, no Rio Grande do Sul, mas vive em Araraquara (SP). Ele perdeu os movimentos das pernas em 2004, após reagir um assalto, e começou na esgrima em 2008. Foi ouro em Londres-2012, na primeira medalha da esgrima paralímpica brasileira, e caiu nas quartas de final no Rio de Janeiro, quatro anos depois. Agora, chega a mais um pódio paralímpico.

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