COB cumpre protocolos e tem uma das menores delegações na cerimônia de abertura

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Atualizado há 5 anos

O Time Brasil desfilou na cerimônia de abertura dos Jogos de Tóquio-2020 com uma das menores delegações. Estavam presentes apenas os porta-bandeiras Bruninho (vôlei) e Ketleyn Quadros (judô), além do chefe de missão Marco La Porta e de Joyce Ardies, funcionária do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e que representava o restante do grupo que não pôde ir.

A iniciativa do COB mostra que a entidade levou a sério os protocolos de isolamento e fez com que os atletas do Time Brasil não corressem riscos de ficar aglomerado no Estádio Olímpico por mais de duas horas. Apesar de ser uma festa muito bonita, há um desgaste grande para os competidores e geralmente quem tem alguma disputa no dia seguinte costuma não ir.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) exige que a delegação tenha um mínimo de dois atletas, que são os porta-bandeiras, necessariamente um homem e uma mulher, além de um oficial. O COB indicou mais uma pessoa, que ajudou na logística do pequeno grupo nesta cerimônia. Menor que isso apenas se não tem atletas classificados.

O pequeno grupo brasileiro contrastou com outras delegações que estiveram com presença numerosa no Desfile das Nações, como Austrália e os donos da casa Japão. Segundo o Comitê Organizador, estiveram presentes aproximadamente 6 mil pessoas entre atletas e oficiais no desfile entre as 206 nações.

Muitos comitês olímpicos nacionais já haviam sinalizados que iriam com poucos atletas, por causa das restrições provocadas pela covid-19, mas o Comitê Organizador deixou aberto para que cada delegação levasse quantas pessoas quisesse. Algumas aproveitaram para lotar seu espaço, outras foram mais contidas. Mas não houve uma organização geral para definir número máximo de atletas, então houve grande diferença nas quantidades.

O evento contou ainda com 900 convidados, entre patrocinadores e autoridades internacionais. Foram ainda 3.500 jornalistas, de emissoras de televisão e de outros veículos de comunicação. A presença de público foi vetada por causa da pandemia de covid-19.

NA VILA OLÍMPICA – Horas antes da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, os atletas brasileiros decidiram organizar o seu próprio desfile na Vila Olímpica. O desfile simbólico foi puxado por Bruninho.

O Brasil teve a sua equipe reduzida ao mínimo na cerimônia de abertura para evitar riscos aos atletas que vão competir no Japão. Por isso, os atletas realizaram esse desfile informal descontraído nas alamedas da Vila Olímpica. “É pra galera que não vai poder estar lá. Pra sentir a emoção especial da abertura da Olimpíada”, disse Bruninho, antes de estender a bandeira brasileira.

Bruninho e todos os outros atletas que participaram do desfile simbólico apareceram vestidos com o uniforme oficial, com as cores da bandeira brasileira, que o levantador e a judoca usaram na cerimônia de abertura.

O Desfile das Nações costuma reunir no campo do estádio milhares de atletas dos mais de 200 países que participam dos Jogos. É inevitável a aglomeração e os competidores costumam ficar apertados em um canto, para dar espaço para que todos caibam ali. Até por isso, a ideia foi minimizar riscos para que a saúde de todos seja preservada.

“A decisão foi tomada levando-se em consideração a segurança dos atletas brasileiros em cenário de pandemia, minimizando riscos de contaminação e contato próximo, zelando assim pela saúde de todos os integrantes do Time Brasil”, explicou o Comitê Olímpico do Brasil (COB).

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