Djokovic soma segunda vitória no mesmo dia em Roma e vai disputar final com

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Atualizado há 5 anos

Poucas horas depois de vencer o grego Stefanos Tsitsipas, pela manhã, o sérvio Novak Djokovic precisou de 2h43 neste sábado à tarde para derrotar o italiano Lorenzo Sonego, por 2 sets a 1, parciais de 6/3 e 6/7 e 6/2, que ocupa a posição 33 do ranking da ATP, e garantir vaga na final do Masters 1000 de Roma, diante do espanhol Rafael Nadal.

“Ele (Sonego) mostrou por que chegou a essa semifinal. Jogou de forma muito dinâmica e teve a torcida com ele, criando uma atmosfera eletrizante”, disse o número 1 do mundo, após o equilibrado duelo. “Espero estar com as pernas recuperadas, porque vou precisar disso se quiser ter alguma chance contra o Rafa”, afirmou Djokovic, referindo-se ao espanhol, que venceu o norte-americano Reilly Opelka mais cedo por 2 sets a 0.

Djokovic dominou totalmente o primeiro set, conseguindo manter todos os serviços. No quarto game, conseguiu quebrar o de Sonego e, a partir daí, só precisou administrar para marcar 6/3. O segundo set foi sensacional, com vitória do italiano no tie break.

Sonego passou a jogar de forma mais descontraída e arriscou mais os golpes. Ele teve apoio da torcida e cada ponto foi bastante festejado. Djokovic também devolveu as comemorações e a disputa só foi definida em 7/5 no desempate.

Djokovic voltou com tudo no terceiro set e com grande categoria fechou em 6/2. Resta saber como seu físico vai reagir para a grande final com Nadal, prevista para as 12 horas (de Brasília). O sérvio vai tentar o sexto título no saibro italiano.

Djokovic e Nadal disputaram quatro finais, com duas vitórias para cada lado: 2012 e 2019 para Nadal e 2011 e 2014 para Djokovic.

CONTRA TSITSIPAS – Djokovic sofreu muito para passar por Tsitsipas nas quartas de final. O número 1 do mundo esteve atrás em todos os games, mas no fim buscou uma incrível e dura virada em jogo adiado por causa da chuva na Itália. O confronto complicado e longo precisou de 3h18 e terminou com 4/6, 7/5 e 7/5 para o sérvio neste sábado pela manhã.

Djokovic começou muito mal a partida. Logo no primeiro game, viu Tsitsipas quebrar seu serviço. Voltaria a perder o saque no 1/4. Devolveu logo a seguir, mas depois trocaram pontos até o grego fechar em 6/4. O grego aproveitou bem os break points.

Precisando reagir, Djokovic seguiu não conseguindo se impor na partida e também levou um susto no começo do segundo set. Sacou em 1 a 1 e viu Tsitsipas levar a melhor na disputa. Ficou atrás com 1/3 e 2/4 até devolver a quebra e empatar em 4 a 4.

Jogou a pressão para o outro lado ao chegar em 6/5. No saque, Tsitsipas teve quatro chances de igualar o placar. Não fechou e viu Djokovic empatar o confronto em 1 a 1 aproveitando a primeira chance de quebra.

O set decisivo mais uma vez começou com cara de zebra em Roma. Tsitsipas abriu logo 3 a 1, mostrando que queria muito eliminar o número 1 do mundo. Porém, o sérvio mostrou frieza e virou para 4 a 3. Após o 4 a 4, o jogo virou sucessão de quebras. Melhor para Djokovic, que levou a melhor no saque do grego duas vezes e garantiu novo 7 a 5.

NADAL – Confirmando seu amplo favoritismo, Rafael Nadal venceu o gigante norte-americano Reilly Opelka, 2,11 metros, e avançou, pela 12ª vez na carreira, à final de Roma.

Considerado o melhor jogador do piso de saibro da história, o espanhol, atual terceiro colocado no ranking mundial, não teve seu reinado ameaçado na capital italiana, nem mesmo diante de um gigante, com um serviço que chega a causar apreensão na maioria dos jogadores do circuito.

Mas não para Nadal, que conseguiu quebrar o saque de Opelka, 47º lugar na relação da ATP, sem grandes dificuldades nos dois sets, fechando a partida em 2 a 0, com duplo 6/4. Ele vai em busca do décimo título em Roma.

FEMININO – A tcheca Karolina Pliskova vem alternando bons e maus resultados no circuito mundial de tênis, mas quando o assunto é o WTA 1000 de Roma, ela sente-se em casa. Neste sábado, em batalha de quase duas horas, a ex-número 1 do mundo superou a croata Petra Martic, por 2 a 1, avançando à terceira decisão seguida no torneio.

Campeã em 2019 e vice ano passado em Roma, Pliskova aguarda a vencedora do confronto entre a polonesa Iga Swiatek e a americana coco Gauff, para saber contra quem buscará o bicampeonato e o 17° troféu da carreira Será sua 31ª final.

Não foi tão fácil para a nona colocada do ranking atual, porém, chegar em mais uma final em Roma na brilhante carreira. A croata vendeu caro a derrota, decidida apenas no terceiro set, por 6/1, 3/6 e 6/2 em 1h57, na quadra principal do Foro Itálico de Roma.

O primeiro set foi tranquilo para a tcheca. Não teve nenhum break point contra e ainda quebrou o serviço da croata três vezes, transparecendo que a disputa seria sem problemas ao fechar em 6/1. Mas a história mudou no set seguinte, com Martic voltando mais ligada ao jogo. Desta vez, quem não deu chances foi a croata, sacando e devolvendo bem os pontos para cravar 6/3 com duas quebras.

A decisão ficou para o terceiro set e a maior experiência de Pliskova prevaleceu mais uma vez. Apesar de ter sofrido uma quebra na parcial, ela foi arrasadora no serviço da rival, ganhando três pontos e cravando um ótimo 6/2.

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