Grupo de risco não volta à aula presencial

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Atualizado há 5 anos

Como antecipado pelo , o governador João Doria anunciou na quarta-feira, 13, o retorno obrigatório das aulas presenciais em São Paulo a partir de segunda-feira. Para 3 de novembro, está definido o fim da obrigatoriedade do distanciamento social de um metro entre os alunos. A medida marcará o retorno de 100% dos estudantes da educação básica, sem a necessidade do sistemas de rodízio. Gestantes, puérperas e alunos de grupos de risco ou com sintomas da covid-19 não precisarão frequentar aulas presenciais.

A determinação estadual foi criticada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). Presidente da organização e deputada estadual (PT), Bebel Noronha chamou a decisão de “irresponsável”. Ela defendeu que o comparecimento às aulas presenciais deveria seguir facultativo até o fim do ano, “Acredito que não há ainda um preparo nas estruturas físicas das escolas”, argumentou. “Por que não esperar um grau de segurança maior?”

Já o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado (Sieeesp), Benjamin Ribeiro da Silva, acha que a decisão “até veio tarde”. O retorno com 100% de ocupação é um pleito antigo da entidade, que diz representar cerca de 10 mil escolas privadas. “Estamos torcendo para que ninguém volte atrás nessa decisão.”

“As escolas particulares estão prontas. Contrataram consultorias, fizeram treinamentos com funcionários”, comenta. “O pai deve cobrar que a escola, além da qualidade de ensino, ofereça também segurança.”

Presidente da Federação dos Professores do Estado (Fepesp), Celso Napolitano lembra que quase a totalidade dos docentes retornou à atividade presencial e que há poucos relatos de desrespeito a protocolos de segurança. Ele entende que o anúncio do Estado é apressado, devido à necessidade das famílias de se reorganizarem.

Enquanto em São Paulo o retorno se tornará obrigatório a partir da próxima semana, no Estado do Rio a presença nas escolas seguirá facultativa. As escolas já estão abertas mas segue valendo o esquema híbrido.

Segundo a Secretaria de Educação, todas as escolas da rede estadual já estão abertas, “com aulas remotas e também presenciais”, para o aluno poder optar. Ainda assim, os municípios têm autonomia para decidir pela autorização ou não para o funcionamento das escolas;

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