Mesmo com a covid-19, a CES não deixou de falar de TVs. Neste ano, porém, em vez de apontar para painéis de Oled, visto como a evolução natural da indústria, os fabricantes exploraram novas maneiras de dar sobrevida a um velho conhecido: o LED, tecnologia amplamente usada na indústria hoje.
Uma das principais inovações veio nas telas de microled, tecnologia que permite maior definição de cores e brilho. O conceito apareceu pela primeira vez em 2018 com a Samsung. Agora, começa a surgir em aparelhos prontos para serem comercializados: a fabricante mostrou a MicroLED 110, um painel que pode ter até 110 polegadas, ultrafino e que promete imagens e brilho de qualidade semelhantes às telas Oled.
O LED também se renovou com a configuração de miniled, que permite aumento de brilho e de contraste maiores por aumentar o número de pontos de iluminação da tela.
A LG e a TCL mostraram aparelhos com esse conceito, respectivamente a linha LG Qned e o modelo TCL C825.
A empresa chinesa também apresentou um recurso que vai diminuir a distância entre o painel de LCD e a iluminação das minilâmpadas de LED, chamado OD Zero.
As vantagens do LED passam por dois pontos: o custo-benefício e a durabilidade. Segundo Renato Franzin, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, produzir as telas de microled, por exemplo, é mais rentável para as empresas pelo custo, mesmo que ainda seja trabalhoso chegar nos pequenos tamanhos das lâmpadas. Marcello Zuffo, diretor para a América Latina da IEEE Consumer Technology Society, diz: “Se o LED for bem programado, a tela não se degrada e pode durar para sempre.”