De tanto ficar no celular, Jeanete Aparecida, de 75 anos, já deixou queimar o arroz duas vezes. “É muito bom usar a tecnologia. A gente não se sente só”, conta ela, que mora sozinha em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.
Todo dia de manhã, é um ritual: ela acorda, toma seu café, e já pega o aparelho para mandar mensagens de bom dia para amigas e familiares no WhatsApp. Jeanete também tem o costume de ver diariamente mensagens de um padre no YouTube.
Ela aprendeu a mexer nas plataformas digitais com a cunhada que, por sua vez, aprendeu com a sobrinha. Para ela, não foi difícil: “Outro dia aprendi a usar figurinhas no WhatsApp e tenho usado bastante”.
Na pandemia, Jeanete passou a usar mais ainda o celular. E também se arriscou em outras plataformas. Com a ajuda de seu sobrinho, comprou uma smart TV e aderiu ao Netflix. “Agora assisto séries e filmes tanto na TV quanto no celular. Tenho visto bastante”, afirma ela, que ama filmes policiais.
No Facebook, acompanha publicações do irmão e de amigos.
Já o YouTube veio para ajudá-la na cozinha. Por lá, ela pesquisa receitas variadas, tentando não queimar o arroz enquanto usa o celular.