Com menos possibilidade de sair de casa para conhecer novas pessoas devido à pandemia da covid-19, os brasileiros buscaram alternativas para ter novas interações sociais. O movimento permitiu o ressurgimento até do Omegle. A plataforma, que já fez mais sucesso no Brasil entre 2014 e 2016, voltou a atrair interesse dos usuários a partir de maio do ano passado.
Os números não mentem: dados do Google Trends, plataforma que mensura as buscas no Google, apontam um vertiginoso crescimento do interesse pela rede social durante a quarentena. Desde que foi lançada, em março de 2009, as buscas de brasileiros pelo Omegle nunca foram tão altas quanto em agosto do ano passado. A partir daquele mês, no entanto, as pesquisas começaram a diminuir, mas seguem em um patamar maior que antes da pandemia.
O aumento nas buscas pelo serviço, que parece muito com o outrora popular Chatroulette, não ocorreu só por aqui. O Google Trends também mostra uma curva semelhante no mundo inteiro, com um decréscimo no interesse pela rede social nos últimos anos e um pico de buscas durante a pandemia de covid-19 – neste caso, em dezembro de 2020.
A rede social que cresceu à medida que as pessoas ficavam em casa é muito simples. Basta entrar no site da plataforma, selecionar seu idioma e escolher se quer conversar por texto ou por vídeo. Não é preciso fazer cadastro, indicar nome, gênero ou qualquer outra informação. Se você preferir, é possível acrescentar temas de interesse, que serão usados pelo Omegle para parear você com usuários que gostam dos mesmos tópicos.
Caso o papo não esteja bom, você pode pular para a próxima conversa com dois cliques. Dessa forma, sem precisar sair da sua sala, você é transportado para diferentes cidades do País – e até do mundo, a depender do idioma que escolha. Uma viagem barata, mas às vezes desagradável.
Isso porque não é difícil encontrar pessoas no site usando a plataforma com fins sexuais. Não à toa, a página inicial do Omegle informa que é preciso ter mais de 18 anos – ou mais de 13 com a autorização dos pais – para usá-lo.
A página também traz um aviso: “Por favor saia do Omegle e visite um site adulto se é isso que você está em busca”, além de informar que os vídeos são monitorados. “Keep it clean”, pede.
Mesmo assim, não é difícil encontrar pessoas – geralmente homens – na plataforma em busca disso. Por esse motivo, caso decida usar a plataforma, tenha em vista que é possível esbarrar com esse tipo de conteúdo. O Omegle também sugere que os usuários não compartilhem dados pessoais com estranhos, já que eles podem ser usados para golpes.
Nessa retomada de interesse pelo Omegle, não faltam vídeos no YouTube e posts no Twitter ou no TikTok comentando como é a experiência na plataforma. Muitos deles ressaltam a facilidade de conversar com pessoas de outros países, trocando experiências e conhecimentos culturais. Outros focam em trollagens e em brincadeira, algo que sempre teve muito espaço no Omegle.