Pfizer pedirá à Anvisa liberação de vacina contra covid-19 para crianças

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Atualizado há 5 anos

A Pfizer confirmou na quarta-feira, 27, que pedirá à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização para a aplicar vacina contra a covid-19 em crianças de 5 a 11 anos. O pedido será enviado em novembro, segundo a fabricante, que obteve parecer favorável do comitê externo da agência reguladora nos Estados Unidos, a FDA, para vacinar essa faixa etária.

Apesar do parecer do comitê nos EUA, a FDA ainda não tomou a decisão final sobre o tema, mas o órgão oficial costuma seguir as indicações do conselho, segundo o jornal americano The New York Times. Caso seja aprovada pela FDA, a previsão é de que a vacina possa ser aplicada a partir da semana que vem, com uma dosagem de um terço da usada nos adultos. Em sua requisição formal ao órgão, na sexta-feira, a farmacêutica afirmou que o uso da vacina é 90,7% eficaz no público de 5 a 11 anos.

Na solicitação aprovada pelo comitê independente da FDA, o intervalo recomendado é de três semanas entre as duas doses. No Brasil, a vacina da Pfizer é a única autorizada para aplicação em adolescentes de 12 a 17 anos.

Especialistas dizem que, caso a FDA aprove a aplicação do imunizante em crianças, a decisão pode pesar favoravelmente para que a Anvisa faça o mesmo. Ainda assim, é necessário que a Pfizer submeta pedido formal à agência brasileira e entregue os documentos necessários que atestem a eficácia e a segurança. Em nota, a Anvisa disse que “para avaliar a indicação de uma vacina para o público infantil, devem ser observados aspectos específicos dessa faixa etária” e cita como exemplos eventos adversos e definição de dosagem. Ainda segundo a Anvisa, o único pedido de aprovação de vacina para menores de 12 anos recebido foi para a Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, ligado ao governo paulista.

Em agosto, o Butantan teve seu pedido para incluir pessoas de 3 a 17 anos na bula da Coronavac negado pela Anvisa. À época, a agência alegou que o perfil de segurança do imunizante na população infantil não foi suficientemente demonstrado, apontou dificuldade de determinar a eficácia na faixa etária e pediu informações adicionais. Ao Estadão, o Butantan afirmou que ainda aguarda o envio de dados adicionais, já pedidos à sede da Sinovac, na China.

Procurado, o Ministério da Saúde, até as 21 horas de ontem, não se pronunciou sobre a possível inclusão do público infantil no Programa Nacional de Imunizações (PNI). Já o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) afirmou estar “acompanhando o tema” e que aguarda a aprovação da Anvisa para a “discussão tripartite e na Câmara Técnica Assessora de Imunizações”. l

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