Lançado na quarta-feira, 3, pelo partido Novo como pré-candidato à Presidência, o cientista político Luiz Felipe dAvila discursou contra o populismo, defendeu o liberalismo econômico e as privatizações e pregou a responsabilidade fiscal. “Nós vamos vender a Petrobras no primeiro dia de governo. É um absurdo ter uma empresa que vem sendo usada como fonte de corrupção pelo populismo de esquerda e como fonte de manipulação de preço pelo populismo de direita. Vamos pagar a conta”, disse ele.
O lançamento da pré-candidatura do cientista político – que ontem se apresentou apenas como “Felipe dAvila” – ocorreu no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. “Eu só vi uma vez o Ulysses perder a compostura e deixar sua indignação aflorar. Foi na promulgação da Constituição de 1988. Ele levantou a Constituição e disse: Eu tenho nojo da ditadura. Pois eu tenho nojo desse populismo que faz com que a miséria continue, que vira as costas para o povo para defender o corporativismo, o clientelismo e o patrimonialismo”, afirmou.
REFORMAS. Na avaliação de dAvila, “não adianta culpar ICMS ou governador” pelo aumento de preços. “É por incompetência de um governo que não fez reformas e não privatizou.” Sem citar Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, o pré-candidato disse que governos populistas de esquerda arruinaram a moral e a ética. Argumentou, ainda, que o populismo de direita agravou a situação. “O populismo de direita e de esquerda vai perpetuar o populismo, portanto, a miséria, a pobreza, a corrupção e o mau funcionamento das instituições.” l