Presos suspeitos de ataque a bancos em Araçatuba

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Atualizado há 5 anos

Dois integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), presos domingo em operação da Polícia Federal e de agentes paraguaios na fronteira do Brasil com o Paraguai, são suspeitos de terem participado dos ataques a bancos em Araçatuba (SP) no dia 30 de agosto. Anderson Meneses de Paula, o Tuca, e William Meira do Nascimento, o Bruxo, foram presos em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, e na vizinha Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Segundo a PF, Bruxo seria do núcleo de comando do PCC e estaria vinculado aos grandes assaltos e ações conhecidas como “novo cangaço” no Brasil.

A polícia paraguaia diz que Tuca seria o principal chefe do grupo conhecido como “Justiceiros da Fronteira”, responsável por ao menos 20 execuções nos últimos meses – assassinava suspeitos de envolvimento em furtos e roubos na região e deixava bilhetes ao lado do corpo com alertas para outros ladrões. Algumas das vítimas foram decapitadas ou tiveram membros decepados. Com Tuca foram presas sua mulher, a brasileira Francisca Kelly Lima da Silva, e outras três pessoas.

A suspeita é de que os dois criminosos cuidaram do planejamento do ataque aos bancos de Araçatuba com explosivos e preparam os artefatos que foram espalhados pela região central para dificultar a ação da polícia. Conforme a linha de investigação da PF, eles também atuavam como traficantes de armas e podem ter cedido o armamento pesado que foi empregado pela quadrilha durante o assalto.

Os presos no domingo foram levados para Ponta Porã e tiveram as prisões confirmadas em audiência de custódia. Os investigados podem responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa e tráfico internacional de armas, cujas penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

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