Saldo de emprego cai 47% após revisão

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Atualizado há 5 anos

Após o governo ter negado por meses a subnotificação de demissões no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) na pandemia, o saldo de vagas com carteira assinada em 2020 já caiu pela metade após as revisões mensais.
Em janeiro, o Ministério da Economia divulgou a criação líquida de 142.690 empregos em 2020, mas o número real já despencou para 75.883 com os dados apresentados pelas empresas ao longo deste ano, conforme revelado pelo portal .

O resultado de 2020 ainda é positivo, mas sofreu redução de 46,82%. Revisões em dados do Caged são corriqueiras e podem demorar até 12 meses, mas a magnitude da discrepância confirma que um número maior de empresas atrasou a notificação de demissões.

O primeiro impacto da pandemia sobre o Caged foi um “apagão” de dados no começo do ano passado. No fim de março de 2020, o Ministério da Economia decidiu suspender a divulgação dos saldos do Caged de janeiro e fevereiro. Com o passar das semanas, os dados de março também caíram nesse limbo.

Em abril deste ano, o mostrou que economistas seguiam suspeitando de que empresas que faliram na crise haviam deixado de comunicar um volume alto de demissões ao Caged.

O pesquisador do Ibre/FGV Daniel Duque, um dos que previram a subnotificação, diz que as revisões mensais a partir das declarações fora do prazo são comuns, mas ressalva: “Os números não são ruins, mas é preciso ter cautela antes de estourar o champanhe”.

Em nota, o Ministério do Trabalho e Previdência diz que as declarações fora do prazo “não invalidam a trajetória de recuperação do emprego formal desde julho de 2020”. Segundo a pasta chefiada por Onyx Lorenzoni, em 2021, o País já registra saldo de mais de 2,5 milhões de empregos formais – o ministério não disse, mas esse número também pode mudar com os ajustes a serem feitos pelas empresas.

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