Por Mariana Honesko
Para os estudantes, o evento foi um teste ao que aprenderam ao longo deste ano nas aulas de regência. Para quem cursa outra modalidade ou para quem passou pelo auditório na Universidade do Contestado (UnC) na semana passada, a apresentação soou como um espetáculo. No palco, os alunos do curso de Música, da quarta e quinta fase, mostraram sua intimidade com a batuta.
Na finalização das aulas de regência, os aplausos foram para quem soube conduzir voz e melodia. “É justamente fazer com que este aluno do curso tenha tido quesitos prioritários para entender o que faz um regente dentro desta construção”, explicou a coordenadora do núcleo de Porto União da instituição, Maria Alcenir de Carvalho. O assessor de imprensa do curso de Música, Raulino Bortolini, acredita no potencial da turma. Do que viu, saiu satisfeito. “Acho que os alunos demonstraram que tem condições. Penso que os alunos estão aprendendo, estão tendo um ótimo aproveitamento”, sinaliza. “E a gente está querendo fazer com que tenhamos gente na cidade que também assuma esse trabalho cultural. Queremos preparar as novas gerações”, completa.
A referência de Bortolini envolve a nova legislação Federal, que propõe as aulas de música na rede de ensino público. A UnC, que ainda não formou sua primeira turma de músicos, acredita na adoção dos profissionais nos estabelecimentos de ensino.
Exigência na ponta dos dedos
Os gestos suaves do professor Aldo Ademar Hasse deram confiança aos cantores. Regente, natural do Oeste catarinense e uma referência no cenário nacional, ele participou do encerramento da disciplina. Para ele, a regência é fundamental. Sem ela, não há música. “A regência é a linguagem da música. Toda música, sem o regente, não tem sua efetivação”, sorri, com bom humor. Neste aspecto, Bortolini, que encerou há pouco sua carreira à frente da Banda Municipal Emílio Taboada Diez, de União da Vitória, concorda. “É mais ou menos como o piloto do avião ou o motorista do carro. Qualquer erro reflete na apresentação. Um bom maestro é um grande achado”, compara.
Fã de outros consagrados mestres, Hasse defende a cultura e manutenção do que já se sabe. Aprender mais, para ele, é sempre oportunidade. “Aquele pequeno movimento traz efeitos em cem, 200 músicos. A regência induz a música para acontecer. A regência é muito completa e o caminho é longo. Tem coisas que apenas agora eu seu que fazia errado. Hoje estou aprendendo muito mais”, diz.
Aberto à comunidade
O curso de Música da UnC também oferece aulas especificas e gratuitas para quem gosta do assunto. Crianças, inclusive, podem participar dos projetos de extensão da universidade. Há programas para desenvolvimento de técnica vocal e canto. O programa já pode ser acessado a partir do início do ano letivo de 2014.