ÁGUA: Para a área rural, Funasa recomenda processo de limpeza

Relatório entregue nesta semana sugere uso de cloro na caixa d’água do Posto de Saúde de Santa Cruz. Na área urbana, água é de qualidade

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Atualizado há 10 anos

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Técnicos recolheram amostras de água de pontos específicos, inclusive da popular bica do Santa Rosa

Para a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), a água distribuída na área urbana de Porto União é de boa qualidade. Já em alguns pontos do meio rural, nem tanto.

Esta é a conclusão do órgão que, nesta segunda-feira, 15, enviou à Câmara de Vereadores o relatório de sua recente visita ao município. A visita, inclusive, aconteceu à pedido do Legislativo, endossada pela prefeitura. Ambos os órgãos querem saber a qualidade da água fornecida pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) antes de renovarem o contrato de prestação de serviços com a empresa.

Área rural

O relatório é detalhado. Narra os dias de visita e os pontos de coleta das amostras. Conforme o documento, foram três endereços: na bica do Bairro Santa Rosa, km 8, Santa Cruz do Timbó/Despraiado. No caso do bairro e do km 8, “os parâmetros de cor, pH, turbidez, e sólidos dissolvidos totais encontravam-se dentro do determinado pela Portaria MS 2.914/11”.

Nestes mesmos locais, o texto informa ainda que as amostras apresentam Coliformes Totais (que não causam doenças) e ausência de E. coli (bactéria que normalmente há no organismo humano), “o que evidencia a necessidade de proteção da nascente é que a água, para o consumo humano, deve ser submetida ao processo de desinfecção”. Apenas isso, bem simples.

É um pouco diferente a situação encontrada em Santa Cruz. O relatório da Funasa revela que na comunidade dois pontos distintos foram avaliados: na torneira que fica dentro do Posto de Saúde e na Mercearia. “O local onde estas amostras foram coletadas serve para verificar a qualidade da água da rede, mas também da manutenção da caixa d´água de cada estabelecimento”, justifica o laudo.

Na Mercearia, a análise não encontrou nem Coliformes Totais nem E. coli. Já no Posto de Saúde, não foram encontrados E. coli, porém, Coliformes Totais em baixa contagem, “o que demonstra que provavelmente a caixa d´água do estabelecimento requer limpeza periódica e tomada de ação imediata visto que trata-se de ambiente de saúde e aglomero de pessoa”.

Embora a leitura do texto possa causar certo espanto, o problema é fácil de ser resolvido. De acordo com Ângela Rosso, farmacêutica bioquímica da Funasa, responsável pelo laudo, o processo de desinfecção é feito apenas com a cloração da água. Ou seja, usou cloro, resolveu. “É simples e resolve”, diz.

As coletas das amostras aconteceram no dia 13 de julho, mesmo dia em que a equipe da Fundação visitou os sistemas de tratamento de água da Sanepar. De novo, o laudo vem com elogios, dessa vez, à estrutura e forma de trabalho da companhia.

Onde opera a Sanepar?

Na área rural das duas cidades que formam o Vale do Iguaçu e em alguns distritos, por contrato. Não é o caso de Santa Cruz. Por lá, é a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) que atua. Em São Miguel da Serra, outro distrito, o sistema é administrado pela comunidade. Nos demais endereços, especialmente na área rural, poços e minas são usados para a extração da água.

SEM CONTRATO

O contrato de Porto União com a Sanepar terminou há dez anos e por cerca de dois tramita na Câmara de Vereadores. Hoje, o processo de renovação está na Comissão de Finanças da Casa. O laudo deve compor este material e servir como subsídio para manifestação do Legislativo

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