Amigos relatam o impacto de conhecer Auschwitz

Os moradores de União da Vitória trouxeram na bagagem muitas histórias e narrativas comoventes sobre o mais cruel campo de concentração nazista

·
Atualizado há 7 anos

 

viagem 1
Moradores de União da Vitória com um cidadão fardado de São Paulo que frequenta sempre estes eventos

Quando a gente se refere a Auschwitz, na Polônia, se está falando de um complexo de maior campo de extermínio no regime nazista. Porém, conhecê-lo não é divertido, mas é certamente inesquecível, pois Auschwitz sobrecarrega a luta para preservar a memória do horror, deixando tudo exatamente como estava quando os soviéticos o liberaram.

De tudo isso, restam profundas marcas de tristeza quando se visita o campo de extermínio nazista alemão na atualidade. Pelo menos é o relato de quem esteve lá, e sentiu na pele a comoção do espaço. A aventura se resume em um registro histórico dos amigos de União da Vitória, o advogado, Laury Ângelo Fagundes, e empresários Izidionei Júnior e Fernando Horodeski. Vale ressaltar que também embarcou com os amigos o Paulo, que é de Jaraguá do Sul (SC). O tour em Auschwitz aconteceu de 29 de maio a 10 de junho.

viagem 5
Laury, Fernando, Júnior (de União da Vitória) e Paulo (de Jaraguá do Sul)

De acordo com Izidionei Júnior, a ideia em conhecer o local foi despertada há alguns pela sua esposa Kelen, que fez a viagem em 2013.

“Não sou entusiasta do assunto, mas sim um conhecedor dos fatos da Segunda Guerra Mundial, através de inúmeras leituras e filmes que carregam o assunto”, diz.

O empresário comenta ainda que a viagem foi “milimetricamente” programada por ele e os amigos de União da Vitória. O roteiro também contou com um tour pela Polônia e países vizinhos.

Especialista na Segunda Guerra Mundial

Izidionei Júnior, que também é um exímio comunicador, com passagem pelo Grupo Verde Vale de Comunicação, realizou uma entrevista em 2013, com João Barone, baterista dos Paralamas do Sucesso. Na ocasião, Júnior abarcado por seu conhecimento sobre a guerra, teve a oportunidade de conversar com o intitulado “obcecado” pelo assunto.

Barone cintou naquela ocasião que a guerra mostra o melhor e o pior do ser humano. Contou como um sujeito boa-praça do rock brasileiro se tornou um obcecado e, por fim, um especialista na Segunda Guerra Mundial, o qual é um mistério que ele próprio ajuda a desvendar com “1942: O Brasil e sua guerra quase desconhecida” (Nova Fronteira), livro lançado em 2013; cujas pesquisa e redação tomaram três anos de sua vida de paralama.

Em 2019, na ocasião, em Auschwitz, os viajantes de União da Vitória o conheceram pessoalmente. Barone estava por lá. O cumprimento foi rápido, porém eternizado na memória.

viagem 6

Momentos de barbárie

Dentre incontáveis momentos de barbárie e gestos de humanidade extremados, o advogado Laury relatou que ele, e os companheiros de viagem extraíram um punhado de histórias que merecem ser contadas sobre a participação do Brasil na guerra, em combates na Europa.

viagem 2

O que mais chocou o grupo foram os registros envolvendo crianças; roupas, calçados e identidades preservadas. “Temos filhos e isso choca a gente”, complementou Júnior.

Alguns de seus pavilhões, celas e câmaras de gás, hoje se organizam como museus. Entre os objetos em exposição, roupas, óculos, sapatos e até cabelo dos prisioneiros, a maioria judeus. Milhares de latinhas de produto tóxico usadas nos crematórios também estão expostas.

viagem 3

Os arquivos com os dados dos prisioneiros permanecem rigorosamente organizados, uma característica dos nazistas. De acordo com Laury e Júnior, tudo isso impressiona. Durante todo o trajeto, algumas regras são impostas aos turistas, como não falar alto e em alguns locais não fotografar. Uma forma de respeitar a memória das vítimas. Vale lembrar que para visitar os campos é obrigatório o acompanhamento de guias.

Segundo os moradores de União da Vitória, visitar Auschwitz-Birkenau é realmente doloroso. “Mas é também um incentivo para que a gente não perca a esperança de construir um mundo mais tolerante. Encorajo a conhecer mais da história desse lugar, em especial aos historiadores e os futuros profissionais”, acrescenta Laury.

O Campo

O nome Auschwitz foi usado pelos nazistas para identificar um conjunto de campos de concentração e de extermínio construídos, a partir de 1940. Auschwitz Birkenau é o maior e mais conhecido centro de concentração e extermínio nazista. O campo está localizado ao sul da Polônia, a 50 quilômetros de Cracóvia. Auschwitz é composto por 40 sub-unidades onde, durante a Segunda Guerra Mundial, 1,1 milhão de pessoas, entre elas um milhão de judeus, foram mortas pelos nazistas no campo de Auschwitz-Birkenau, ocupada entre 1940 e 1945. As outras vítimas foram, sobretudo, poloneses não judeus, ciganos e presos soviéticos.

O Dia D

O empresário Júnior também lembrou o dia 6 de junho de 1944, que  entrou para a História como o Dia D. Explicou que foi quando soldados dos Aliados desembarcaram nas praias da Normandia para a grande ofensiva contra as tropas nazistas.

 Recorde de visitantes

Um recorde de 2,152 bilhões de pessoas visitou Auschwitz-Birkenau em 2018. O número representa 50 mil pessoas a mais do que em 2017, que já havia sido um recorde. erca de 80% dos visitantes estiveram acompanhados por um dos 320 guias educadores do museu. Pelo menos 405 mil poloneses visitaram o local em 2018, seguidos de 281 mil britânicos, 136 mil americanos, 116 mil italianos, 95 mil espanhóis, 76 mil alemães, 69 mil franceses e 65 mil israelenses/ Fonte: Uol/2019

viagem 4

Serviço

Mais detalhes sobre o assunto está disponível na página da CBN Vale do Iguaçu – 106.5, durante a entrevista concedida pelos amigos, durante o Programa CBN Linha Aberta.

 

Fotos: Arquivo Pessoal 

Fique sempre atualizado

Entre no nosso grupo do WhatsApp e siga nosso perfil no Instagram para não perder nenhuma notícia!