Morcegos: aulas são interrompidas na Escola Professor Serapião até segunda-feira, 22

Epidemiologia e Vigilância Sanitária querem expulsar morcegos do prédio da escola centenária

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Atualizado há 13 anos

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Escola Municipal Professor Serapião. (Foto: Bruna Kobus)

Depois que um morcego com teste positivo para raiva foi encontrado morto em uma sala de aula da Escola Municipal Professor Serapião, finalmente a Secretaria de Educação resolveu paralisar as aulas até a próxima segunda-feira, 22, para que os morcegos sejam expulsos. O Secretário Municipal de Educação, Célio Calicoski disse que vão ser instaladas lâmpadas fluorescentes entre o telhado e o forro para inibir a presença dos animais. O prédio é centenário e há buracos na caixa de vento que facilitavam a presença dos morcegos.

As crianças do ensino fundamental não correram riscos, segundo Calicoski, mas devem retornar à sala de aula somente na próxima segunda-feira. O Secretário minimizou o fato, dizendo que é só expulsar os morcegos do local. Mas o problema pode estar bem ao lado, no arcaico prédio da prefeitura municipal, onde funciona a Secretaria de Educação. Na parte de trás do prédio existe uma série de salas de madeira caindo aos pedaços e que podem bem servir de moradia para os mamíferos.

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O mamífero fotografado é da espécie Myotis levis. O morcego está no acervo do laboratório de Biologia da Fafiuv. (Foto: Bruna Kobus)

Ainda que o perigo de transmissão de raiva se resuma aos locais onde essa doença é endêmica, dos poucos casos relatados anualmente em algumas localidades, a maioria é causada por mordidas de morcegos. Embora a maioria dos morcegos não tenha raiva, os que têm podem ficar pesados, desorientados, incapazes de voar, o que torna mais provável que entrem em contato com seres humanos. Outras mudanças no comportamento do morcego contaminado são atividade alimentar diurna, hiperexcitabilidade, agressividade, tremores, falta de coordenação dos movimentos, contrações musculares e paralisia, seguida de óbito.

O maior problema relacionado à raiva transmitida por morcegos são as mortes de animais de criação, principalmente bois. Os principais morcegos transmissores de raiva são da subfamília Desmodontinae (família Phyllostomidae), os famosos morcegos vampiros, porém morcegos de outros tipos também podem se contaminar e transmitir a doença. Embora não se deva ter um medo desmesurado de morcegos, deve-se evitar manipulá-los ou tê-los no lugar onde se vive, tal como acontece com qualquer animal selvagem.

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O mamífero fotografado é da espécie Myotis levis. O morcego está no acervo do laboratório de Biologia da Fafiuv. (Foto: Bruna Kobus)

Se um morcego for encontrado em uma casa e não se puder excluir a possibilidade de exposição, o morcego deve ser capturado e imediatamente encaminhado para o centro local de controle de zoonose para ser observado. Isto também se aplica se o morcego for encontrado morto. Se for certo que ninguém foi exposto ao morcego, ele deve ser retirado da casa. A melhor forma de fazê-lo é fechar todas as portas e janelas do cômodo exceto uma para o exterior. O morcego logo sairá.

Devido ao risco de raiva e também há problemas de saúde relacionados a suas fezes, que podem conter, entre outros, os fungos causadores da histoplasmose, os morcegos devem ser retirados das partes habitadas das casas. Nos locais onde a raiva não é endêmica, como na maior parte da Europa ocidental, pequenos morcegos são considerados inofensivos.

 

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