Bandeiras precisam de substituição

Exposição na Praça do Contestado é legal mas põe em risco a integridade do material

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Atualizado há 13 anos

Por Mariana Honesko

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(Bruna Kobus/Jornal O Comércio) 

Símbolo da nacionalidade, a bandeira do Brasil, bem como as que representam o estado e os emblemas de conflito, é um dos principais marcos do civismo. Lembrada em dias festivos e defendida especialmente pelas instituições militares, ela também agrada quando é colocada em locais públicos. No entanto, é justamente por sua representatividade que alguns moradores das cidades irmãs questionam as condições de proteção das flâmulas que ficam expostas ao tempo.

Nesta semana um leitor de O Comércio, identificado apenas como Carlos, trouxe à reportagem esta preocupação. Para ele, as bandeiras que ficam na Praça do Contestado, na divisa dos municípios, e a que fica no mastro do prédio da Justiça Federal, na Avenida Manoel Ribas, em União da Vitória, poderiam estar em melhores condições. Sua sugestão é de hasteamento e arriamento diários. A secretaria de Cultura de Porto União explica que na Praça, de fato, o procedimento não ocorre. Ali, as bandeiras – do Brasil, do Contestado, de Santa Catarina, do Paraná, de União da Vitória e de Porto União – estão desde o início do ano. A intenção, garante o supervisor de Cultura, é justamente essa. “O objetivo é deixar essas bandeiras permanentemente. Não é um descuido”, explica Ari Passos. Ainda assim, nesta semana, a equipe discutia a remoção das bandeiras. “Elas são perecíveis e por estarem no tempo gastam e precisam ser trocadas”, pontua.

Na Justiça Federal, em União da Vitória, uma única bandeira está no mastro. Além da exposição às condições do tempo, ela sofre com o mau posicionamento. A bandeira nacional está amparada apenas por um de seus lados. O efeito garante que todo o tecido se enrole entorno do mastro, causando um impacto visual um tanto agressivo para os mais patriotas. Segundo a direção do foro, o ajuste deve ocorrer na próxima semana quando, além da bandeira, outros detalhes na estrutura do prédio serão verificados pela equipe da construtora. “A inclinação e o tamanho estão errados, mas já pedimos que isso seja ajustado”, garante o supervisor de apoio judiciário e administração, Anderson Bandeira, cujo sobrenome curiosamente remete ao símbolo do civismo. No imóvel, a bandeira está hasteada desde sua inauguração, no dia 10 de junho. “Não arrumamos antes também porque como ela está lá fora, em um local alto e com vidros, não dá para colocar qualquer pessoa para cuidar disso”, defende.

A manutenção das bandeiras ao ar livre, mesmo gerando prejuízos e custos, não é uma ação errada. De acordo com o 5º Batalhão de Engenharia de Combate Blindado, o protocolo de cuidados com as bandeiras defende sua presença constante desde que elas sejam visíveis de dia e de noite. “Para ficar hasteada ela depende de iluminação ou deve ser hasteada às 8 horas da manhã e arriada às 18 horas, ou após o pôr-do-sol”, explica o capitão Granemann, chefe da sessão de Comunicação Social.

As bandeiras também podem ser reproduzidas em aeronaves e devem ficar desfraldadas – abertas – em edifícios e sobre a cabeça do presidente das sessões solenes quando ela estiver em ambientes fechados. Nas escolas públicas ou particulares, é obrigatório o hasteamento solene da bandeira, pelo menos uma vez por semana.

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