A bebê de 10 meses que foi vítima de tortura e agressão em Ponta Grossa, e que estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Infantil Waldemar Monastier, em Campo Largo, morreu na quarta-feira (22). O corpo da menina deu entrada no Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba na mesma tarde.
O pai, um homem de 30 anos e a madrasta, de 23 anos, foram presos por policiais do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), ainda no mês de julho, quando as lesões foram constatadas. Na época, a delegada do Nucria, Ana Paula Cunha de Carvalho, revelou que as lesões foram percebidas pelo médico, quando a madrasta levou a criança para consulta. O médico acionou o Conselho Tutelar. No dia seguinte, a bebê apresentou convulsões e foi levada até o Hospital da Criança. Diante da gravidade do caso e da falta de leito na UTI, ela foi transferida para Campo Largo. A informação do hospital quando da entrada da criança, foi de que “o estado de saúde era gravíssimo, com sangramento intenso no cérebro e falência de alguns órgãos”. Ainda assim, a menina passou 30 dias internada.
Ainda conforme a polícia, a mãe biológica da criança morreu pouco depois do parto, a avó materna também já era falecida e a criança havia ficado sob os cuidados da avó paterna até o mês de maio deste ano.
O pai e a madrasta foram presos em flagrante e detidos em Ponta Grossa.
Foto: Ilustração/Reprodução/Arquivo/Rede Massa