Calçadas continuam gerando problemas em União da Vitória e Porto União

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Atualizado há 14 anos

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Falta de observação ao Código de Posturas tornou cidades irmãs uma verdadeira montanha russa. (Foto: Jair Piloto Nunes).

Os passeios, também chamados de calçadas, continuam sendo uma vergonha para quem precisa andar por União da Vitória e Porto União. Até mesmo as calçadas remodeladas não obedecem, em grande parte, aos padrões estabelecidos. Quem resolve reformar o passeio não tem por hábito consultar o Código de Posturas para fazer a obra dentro do padrão.

A situação é tão absurda que em uma rua curta, como a Siqueira Campos, em Porto União, existem três tipos distintos de passeios com vários desníveis. Na rua Matos Costa, no centro de Porto União, o calçamento de paralelepípedo está coberto por um lodo fedido, obrigando as pessoas a passar pelo meio da rua.

Em União da Vitória a situação se repete. A reportagem de O Comércio flagrou até padrão de luz da Copel no meio da calçada na avenida Manoel Ribas, próximo a esquina com a Costa Carvalho. Os desníveis no local são evidentes. Em outras ruas como a Visconde de Guarapuava as calçadas são de cimento bruto, mal feitas ou com paralelepípedos cheio de buracos.

A canaleta da Manoel Ribas pode ser comparada com uma montanha russa. Quem for deficiente visual, por exemplo, não consegue transitar pelos novos passeios por causa do desnível. A situação só foi averiguada em ruas centrais das duas cidades.

Autoridades

O secretário de Planejamento de Porto União, o engenheiro civil Cláudio Tilgner de Souza, disse que os proprietários deveriam ter consultado a prefeitura antes de mexer nas calçadas. A prefeitura segue estimulando os proprietários a adequar suas calçadas. Qualquer reclamação deve ser encaminhada para a Secretaria do Planejamento, na avenida Getúlio Vargas, no Edifício do Terminal Rodoviário de Porto União.

Já o secretário de Planejamento de União da Vitória, Jamar Clivatti, disse que todos os passeios considerados irregulares não foram autorizados pelo setor de planejamento. “Muitas vezes a intenção é boa, mas a falta de critério técnico é evidente”, esclareceu. A prefeitura pretende criar mecanismos informativos por meio de campanhas esclarecendo quais os procedimentos que o proprietário deve seguir para a construção reforma ou troca do tipo de piso no seu passeio. Os dois secretários fizeram questão de deixar claro que os passeios não são de responsabilidade das prefeituras e sim dos proprietários.

Enquanto não se anuncia nenhuma medida efetiva, as ruas das duas cidades seguem como verdadeiras armadilhas para deficientes físicos, visuais, idosos e crianças.

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