Caso de Chikungunya em Bituruna é o terceiro no Paraná

Os demais foram registrados em Maringá, no norte do Estado. Paciente de Bituruna está com quadro de saúde controlado

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Atualizado há 12 anos

Por Mariana Honesko

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Aeds aegypti é o principal vetor da transmissão do vírus causados da febre Chikungunya

O nome é estranho, de difícil pronunciação, mas de realidade não tão distante assim. Conforme a 6ª Regional da Saúde de União da Vitória, o terceiro caso de Chikungunya foi diagnosticado em Bituruna, cerca de 80 quilômetros das Cidades Irmãs. Ele foi identificado na rede de atenção básica, pública, no começo de outubro. “A paciente é uma moradora de Bituruna que veio da Venezuela, passou em Manaus e chegou no dia 8 (de outubro) com a doença”, detalha o diretor da Regional, Ary Carneiro Junior.

Segundo Carneiro Junior, a paciente está bem e teve um quadro de evolução tranquilo. Como se trata de um caso inicialmente desenvolvido em outra região do país, não é preciso pânico. A Chikungunya não é transmissível de pessoa para pessoa e, se bem tratada, curável em pouco tempo. “O que nos chama atenção é o diagnóstico precoce feito pela equipe de saúde. Isso mostra que o trabalho foi eficiente em Bituruna já que os sintomas acabam se confundindo com a Dengue, por exemplo, o que dificultaria o diagnóstico preciso”, elogia o diretor da Regional.

Como referência, ele lembra do recente caso de suspeita de Ebola. Assim como a situação em Bituruna, foi também em um posto de saúde público que o paciente recebeu os primeiros atendimentos. Foi lá também que a possibilidade de Ebola foi anunciada, pela primeira vez no país.

Entenda a doença

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Para Ary Carneiro Junior, identificação de caso em Bituruna é sinônimo de competência na rede pública

A Chikungunya é transmitida pelo mosquito da família Aeds, a mesma transmissora da Dengue. O nome um tanto estranho é de origem africana e significa “tornar-se dobrado”, por conta da aparência curvada dos pacientes motivada pelas dores intensas nas articulações e músculos. Inúmeros casos da doença já foram encontrados em algumas regiões da África, Ásia e Europa. O vírus migrou e chegou às Américas.

No Brasil, conforme os especialistas, a preocupação é de o Aedes aegypti e o Aedes albopictus, transmissores da Dengue e da Febre Amarela, espalhem o vírus pelo país. Embora diferentes, a Dengue e a Chikungunya têm sintomas parecidos. São eles: febre alta, dor de cabeça, conjuntivite e dor forte nas articulações. Ela não tem forma hemorrágica – a Dengue sim – e não revela subtipos – a Dengue tem quatro versões.

Prevenção

A partir de hoje, o Ministério da Saúde inicia a Campanha Nacional de Prevenção contra a Dengue e a febre Chikungunya. As informações são do Portal Brasil. A iniciativa contempla a divulgação de orientações sobre como evitar a proliferação dos mosquitos além de alertas sobre a gravidade das enfermidades.

No dia 6 de dezembro, o dia “D” de mobilização será realizado. É quando o Ministério da Saúde convoca os gestores municipais para uma mobilização da comunidade e incentiva a organização de mutirões de limpeza urbana e atividades para alertar os profissionais da área ao diagnóstico corretos das doenças.

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