Clube 25 de Julho comemora 62 anos de fundação

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Atualizado há 12 anos

Por Mariana Honesko

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(Foto: Mariana Honesko).

O endereço é, por si só, uma homenagem à colonização alemã. O Centro Cultural 25 de Julho nasceu por iniciativa germânica e, por isso, carrega na sua identidade, a data que marcou a chegada dos imigrantes ao Brasil. Com orgulho, a entidade ostenta o nome que remete à organização e alegria alemã. Hoje, o clube antecipa a comemoração de seus 62 anos, celebrada oficialmente no dia 25. A partir das 21 horas, o popular “25”, veste-se com as cores de uma história e brinda com seus associados e com a comunidade, mais um aniversário de criação.

Segredos do sucesso

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Luiz Alberto Pasqualin

O Clube 25 de Julho tem na manutenção do seu perfil a garantia de sobrevivência. Diferente de outras instituições das Cidades Irmãs, ele, em Porto União, renova suas atrações mas não foge às raízes. É o caso, por exemplo, das matinês. Elas foram moldadas mas ainda são referência para quem quer aproveitar o final de semana até suas últimas horas. Nas duas cidades, o clube é o único que abre suas portas na noite de domingo. E é assim, há muito tempo. “Antes tínhamos as tardes dançantes. Elas começaram às 16 horas e terminavam às 19. Depois, todo mundo ia para o Cine Ópera, para ver filme”, conta o presidente da instituição, Luiz Alberto Pasqualin. “Hoje, ela começa às 21h30 e termina uma hora da manhã”, completa.

Nas noites de domingo, o ritmo que faz os frequentadores dançar é o sertanejo, com pitadas de tradicionalismo gaúcho e um breve passeio pelo que é “moda” no mundo musical. Mas, o apego ao bairrismo já foi maior. Na década de 70, por exemplo, o conjunto “Disparo 70”, estrelado por músicos locais, não deixava ninguém parado ou segurando a criança, como diziam os “pés de valsa”. “Eles só tocavam música da época. Tocavam o que o povo queria ouvir mesmo”, lembra Pasqualin.

O grupo precisou abrir espaço para a concorrência. Vieram novas composições e até o som mecânico teve espaço nos bailes. No Carnaval, as marchinhas tiveram sua vez, embora perca para as “gauchescas” em preferência. Não há dúvidas: o Clube 25 tem seu próprio estilo e provavelmente não vai perdê-lo.

Saudade dos velhos tempos

A crise que se abateu sobre os clubes mais tradicionais das Cidades Irmãs não poupou o 25 de Julho. Mesmo inovando em sua estrutura – após a chuva de granizo, em 2004, o espaço ganhou decoração, cores e móveis novos – os eventos perderam um pouco do charme e o número de associados, que mantém o clube em pé, caiu consideravelmente. “Já tivemos mais de mil sócios. Hoje, temos menos de cem”, diz, com franqueza, o presidente.

O que “salva” o caixa, garante Pasqualin, é o pagamento em dia dos contribuintes, bem como o aluguel do salão para a realização de eventos. Neste quesito, o centro cultural é um dos mais bem cotados. O novo desenho arquitetônico, que deixa poucas lembranças do projeto original, de 1952, atrai e diferencia.

Estrutura

Nunca o clube teve sua sede em outro endereço. Ela fica na Rua Antiocho Pereira, no centro de Porto União. Registros fotográficos da década de 50 mostram a evolução: o salão de madeira foi transformado em um centro cultural de verdade, com nome e sobrenome. Mais recentemente, a direção comprou um terreno amplo e o transformou em sede campestre. Ela fica no Bairro São Pedro e tem uma estrutura interessante. “Temos cancha de Bocha, centro de treinamento de Tênis de Mesa e um campo de Futebol Suíço”, revela Pasqualin. De maneira imaterial, a entidade mantém seu grupo folclórico. Não há informações exatas sobre sua criação. Sabe-se, porém, que ele funciona e garante belos espetáculos na região.

Pasqualin comanda a diretoria, eventos e estrutura há 11 anos. O funcionário público, que fez sua carreira na vida política, tem sua história confundida com a do clube. “Sempre cresci na sociedade, trabalhei no (clube) Aliança e agora, aqui, vejo meu trabalho como uma forma de ajudar a sociedade”, diz.

Galeria dos ex-presidentes

Egon Bieberbach

De agosto de 1952 a agosto de 1958

Rodolfo Willumsen

De agosto de 1958 à agosto de 1962 e de agosto de 1963 a agosto de 1964

Rodolfo Woetje

De setembro de 1962 a agosto de 1963

João Nunes Veran

De agosto de 1964 à fevereiro de 1971

Adolfo Siebeneicher

De fevereiro de 1971 a fevereiro de 1979

Luiz Carlos Bahr

De fevereiro de 1979 a fevereiro de 1983

Fritz Pohlmann

De fevereiro de 1983 a fevereiro de 2003

Luis Alberto Pasqualin

De fevereiro de 2003 até o momento

Jantar e boa música

A secretaria do clube ainda dispõe de mesas para o jantar de logo mais.  O evento terá farta gastronomia e boa música: a banda Lual, de Curitiba, assina o repertório da noite. Outras informações pelo telefone 3522-2790 e pelo e-mail clube25julho@gamail.com.

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